Um dos cinco irmãos do homem que explodiu bombas perto do Supremo Tribunal Federal (STF) e morreu, Francisco Wanderley Luiz, mais conhecido como Tiü França, disse que ele estava obcecado por política nos últimos anos. O irmão, emocionado, falou à TV Brasil sobre o caso.

Segundo ele, Francisco era uma pessoa tranquila, chaveiro e não mantinha contato com a família nos últimos meses. No entanto, após as últimas eleições presidenciais em 2022, o irmão começou a falar apenas de política, o que tornou o convívio cada vez mais difícil. No ano passado, o irmão disse que o comportamento de Francisco se tornou irreconhecível.

O irmão revelou que Francisco participou de acampamentos em rodovias em Santa Catarina contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, interagia com grupos extremistas na internet, o que o levou ao “ódio”. Ele acredita que isso foi o que motivou o ato violento.

O irmão negou que Francisco tenha tido a intenção de matar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que era o alvo do ataque, segundo investigações.

A família está perplexa com o ato e a morte de Francisco Wanderley. Ele viveu da renda de casas alugadas em Rio do Sul e chegou a disputar as eleições municipais de 2020. A Polícia Federal vai investigar como o homem obtinha o dinheiro necessário para se manter na capital federal e se agiu sozinho ou recebeu apoio para cometer um ato terrorista.

O irmão disse que Francisco passou os últimos quatro meses vivendo em uma casa alugada em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, e alugou um trailer próximo à Praça dos Três Poderes, onde preparou parte dos artefatos explosivos. A Polícia Federal vai trabalhar para descobrir a verdade por trás do ato terrorista e se havia um plano mais amplo envolvendo a eliminação do Estado de Direito.

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