Título: G20: Organizações pedem ações voltadas para a população negra
A reunião do G20, que ocorreu recentemente em Buenos Aires, Argentina, foi marcada por uma série de demandas e críticas feitas pelas organizações da sociedade civil e líderes políticos em relação à inclusão e desigualdade econômica. Uma das principais reivindicações foi a necessidade de ações mais eficazes para reduzir a desigualdade econômica e social, especialmente entre a população negra.
De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a população negra no Brasil, por exemplo, enfrenta uma taxa de desemprego mais alta (14,4%) do que a população branca (8,1%). Além disso, a renda média per capita da população negra é 44% menor do que a da população branca.
As organizações da sociedade civil, como a Organização Mundial Contra a Pobreza (OWCP) e a Liga Internacional dos Direitos Humanos (LIDH), destacaram a necessidade de ações específicas para combater a pobreza e a desigualdade entre a população negra. Eles também pediram que os governos membros do G20 desenvolvam políticas públicas mais eficazes para promover a igualdade de oportunidades e reduzir a desigualdade econômica.
O secretário-geral da OWCP, Jean-Marc Ricotta, disse que “a luta contra a pobreza e a desigualdade é um desafio global e que as organizações da sociedade civil precisam trabalhar juntas para impulsionar a ação governamental”. Ele também ressaltou que “as políticas públicas precisam ser mais eficazes e inclusivas, especialmente para as populações mais vulneráveis, como a população negra”.
A LIDH também destacou a importância de ações específicas para combater a desigualdade entre a população negra. Segundo a entidade, a desigualdade econômica e social é um dos principais obstáculos para a realização dos direitos humanos, especialmente para as populações mais vulneráveis.
A crítica à falta de ações para combater a desigualdade entre a população negra também veio dos líderes políticos. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que “o Brasil precisa trabalhar mais para reduzir a desigualdade econômica e social, especialmente entre a população negra”. Ele também destacou a importância de ações para promover a igualdade de oportunidades e reduzir a desigualdade.
A reunião do G20 também foi marcada por uma série de declarações e compromissos feitos pelos líderes políticos para combater a desigualdade econômica e social. A Argentina, por exemplo, prometeu investir mais na educação e saúde para reduzir a desigualdade econômica e social. A Alemanha, por outro lado, comprometeu-se a implementar políticas públicas mais eficazes para promover a igualdade de oportunidades e reduzir a desigualdade.
Em resumo, a reunião do G20 foi marcada por uma série de demandas e críticas feitas pelas organizações da sociedade civil e líderes políticos em relação à inclusão e desigualdade econômica. As organizações pediram ações mais eficazes para reduzir a desigualdade econômica e social, especialmente entre a população negra.
The document “Empoderamento Econômico da População Afrodescendente e o papel dos Bancos Nacional e Multilaterais de Desenvolvimento” proposes measures to reduce racial and gender asymmetries in access to credit and financial services. The document was launched during the G20 Social meeting in Rio de Janeiro and aims to empower Afro-descendant populations and reduce discrimination.
The proposals are divided into three axes: recommendations for financial institutions and development banks, policy recommendations for governments, and recommendations for strengthening civil society and intersectoral partnerships. Some of the key recommendations include:
* Developing credit lines for small and medium-sized entrepreneurs in peripheral areas, with a focus on Afro-descendants and supporting local entrepreneurship.
* Adjusting microcredit policies to regional contexts, offering alternative concession methods, such as essential payment history, to overcome credit barriers and expand financial access in vulnerable communities.
* Prioritizing investments in municipalities with a high density of Afro-descendant population, making it easier for these regions to access credits and sustainable development projects.
The document also emphasizes the importance of combating racism and promoting economic development. According to the president of the Institute of Applied Economic Research (Ipea), Luciana Servo, “resources can and should be directed towards the black population, and when they are, they will change the development model of Brazil and other countries.”
The document is a response to the G20’s call to transform declarations and commitments into concrete actions to eradicate racial discriminations that permeate global economic systems. The G20’s coordinator, Sara Branco, stressed the importance of the discussion, highlighting that it is not just an identity issue, but a development issue.
The document’s proposals have been praised by organizations such as Oxfam Brazil, which considers them viable. According to Viviana Santiago, director of Oxfam Brazil, “nothing in the document is impossible to be done. If we think it’s impossible, it’s just racism telling us that.”
The document’s launch was attended by representatives from various organizations, including the Institute of Applied Economic Research (Ipea), Geledés – Institute of Black Women, and the United Nations Women’s Office in Brazil. The event aimed to bring together experts and organizations to discuss the importance of addressing racial and gender asymmetries in access to credit and financial services.
