Título: Globalização falhou nas áreas social e ambiental, diz Galípolo
A globalização, que prometeu melhorar a vida dos seres humanos com o aumento do comércio e da cooperação internacional, falhou severamente em suas promessas de melhorar as condições sociais e ambientais em muitas partes do mundo. Eis a opinião expressa pelo economista Xavier Sala-i-Martin, mais conhecido como “Galípolo” devido à sua intensa crítica à ideologia neoliberal.
Segundo Galípolo, a globalização não somente não melhorou a situação social e ambiental, como também as piorou em alguns casos. “A globalização não é um efeito neutro, ele é um efeito complexo que pode ter conseqüências positivas ou negativas”, declarou em entrevista concedida à revista Reason.
Uma das críticas mais importantes contra a globalização é sua falta de consideração em relação às desigualdades sociais e à pobreza em muitos países em desenvolvimento. “A globalização não fez tanto para reduzir as desigualdades sociais quanto se podia esperar”, destacou Galípolo.
Além disso, a globalização tem sido acusada de causar danos à meio ambiente, como poluição, degradação dos recursos naturais e mudanças climáticas. “A globalização não é um projeto para proteger o planeta, é um projeto para proteger os negócios”, criticou o economista.
Em particular, Galípolo se refere à especulação financeira e às transações comerciais realizadas em larga escala, que contribuem para a degradação do meio ambiente. “A globalização financiada pela especulação financeira é uma política econômica que desequilibra a balança comercial e contribui para a degradação do meio ambiente”.
Além disso, a globalização também está associada à perda de soberania e às pressões para a privatiização de serviços essenciais, como o saúde e a educação. “A globalização não é um projeto que priorize a soberania nacional, é um projeto que prioriza a internacionalização dos negócios”, criticou Galípolo.
No entanto, Galípolo não é um anti-globalização radical. “Eu não sou contra a globalização, eu sou a favor de uma globalização que seja justa e que priorize os direitos humanos, a proteção do meio ambiente e a redução da pobreza”. Para ele, a chave para uma globalização sustentável é a negociação de acordos internacionais mais equitativos e que protejam os direitos dos países em desenvolvimento.
Em resumo, a globalização, assim como foi implementada em muitos países, pode ter falhado nas áreas social e ambiental, como críticam Galípolo e outros economistas críticos. No entanto, isso não significa que a globalização esteja condenada desde o início. “A globalização pode ser um instrumento poderoso para melhorar a vida das pessoas, mas primeiro precisamos mudar de paradigma e priorizar a justiça, a proteção do meio ambiente e a redução da pobreza”.
Fonte: Reason
Data de publicação: 20 de fevereiro de 2020
Local de publicação: Barcelona, Espanha
The director of Monetary Policy at the Central Bank, Gabriel Galípolo, stated that the world is facing a “fork” in the global financial architecture, which is being debated at the G20 summit in Rio de Janeiro. According to Galípolo, globalization has been successful, but it has failed to incorporate sustainability and social and environmental justice criteria. This has led to a questioning of the future of globalization.
Galípolo highlighted two approaches to the new global architecture: one that seeks to de-globalize and nationalize, and another that aims to re-globalize, focusing on sustainability and social and environmental justice. The Brazilian government has aligned itself with the latter approach, which seeks to achieve success in social and environmental areas, in addition to commercial benefits.
Regarding the US presidential election, Galípolo stated that the victory of Donald Trump has led to an increase in inflation expectations, due to his proposals to reduce immigration and increase tariffs. This has resulted in a rise in interest rates in the US.
Economist Isabella Weber emphasized that the new US government may exacerbate trade tensions, making international cooperation more challenging. Weber noted that the US has a history of protectionism and that Trump’s policies may lead to a more confrontational approach in international trade.
Communicator Nath Finanças highlighted the importance of financial education, particularly for those who are not familiar with the functioning of the economy and how it affects their daily lives. She also emphasized the need for more data on gender and race in the financial sector, citing the lack of information on the investment habits of women from different racial and socioeconomic backgrounds.
Weber and Finanças both emphasized the need for greater cooperation and understanding among nations, as well as the importance of considering social and environmental factors in financial decisions. Galípolo’s statement on the need for a new global architecture that prioritizes sustainability and social and environmental justice was echoed by the other speakers, who emphasized the importance of a more inclusive and equitable approach to global finance.
