Copom inicia última reunião sob comando de Campos Neto
Nesta sexta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil reuniu-se pela última vez em 2023 sob a liderança do presidente da instituição, Roberto Campos Neto. A sessão foi realizada na sede do BC, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de membros da diretoria do banco central e outros especialistas da área econômica.
Durante a reunião, os membros do Copom discutiram e avaliaram a situação econômica do país e tomaram decisões importantes sobre a política monetária em vigor. O objetivo foi avaliar a inflação e a taxa de emprego, bem como análise da economia mundial e sua influência nas decisões tomadas pela instituição.
Um dos principais temas abordados durante a reunião foi a taxa de juros, que permaneceu estável nas últimas reuniões do Copom. Entretanto, há pressões para uma mudança nessa política, levando em conta a persistência da inflação acima do teto e a instabilidade na valorização do real.
De acordo com dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial ultrapassou os 10% ao ano, o que é um grande desafio para os economistas do BC e do Copom. No entanto, o grupo também destacou a baixa taxa de emprego e a recuperação da economia, fatores que justificam a manutenção da taxa de juros.
Ainda durante a reunião, o Copom também discutiu a situação global e a resposta das outras economias mundiais ao cenário de alta instabilidade. O presidente Campos Neto ressaltou a importância da colaboração internacional para superar os desafios globais e garantir o crescimento econômico sustentável.
Depois da reunião, o Copom realizou uma coletiva de imprensa, onde os membros do comitê explicaram as decisões tomadas e as razões para a manutenção da taxa de juros atual. A próxima reunião do Copom acontecerá em outubro, quando um novo presidente da instituição estará à frente, já que Roberto Campos Neto deixará o cargo na próxima semana.
Conclusão
A sessão do Copom esta semana foi importante para as decisões futuras sobre a política monetária brasileira. Embora o grupo tenha mantido a taxa de juros estável, há um ambíguo sobre possíveis mudanças nas próximas reuniões. A economia brasileira segue um caminho oscilante, com riscos de desajustes na inflação e na taxa de juros. No entanto, o Copom acredita que a baixa taxa de emprego e a recuperação econômica justificam a manutenção da política atual.
The Central Bank of Brazil, known as the Banco Central (BC), will hold its final meeting under the leadership of President Roberto Campos Neto on Tuesday, October 10th, to decide on whether to raise the benchmark interest rate, known as the Selic. The high dollar and rising food prices have led to concerns about inflation and the bank’s decision to increase the rate.
According to the latest Focus poll, market analysts expect the Selic to rise by 0.75 percentage point to 12% per year. This would be the third consecutive increase and a sign of the accelerated pace of interest rates to combat high inflation.
In its previous meeting, the Copom noted that uncertainty in the US has increased, citing the “economically uncertain scenario in the United States, which prompts more doubts about the slowdown, disinflation, and the stance of the Federal Reserve.” Regarding the domestic scenario, the Copom is monitoring the fiscal policy and demanding adjustments to public spending.
After the meeting, the Copom will announce its decision on the interest rate. If increased, the Selic would be the highest since August 2021, when it was 13.75% per year. The rate had six 0.5 percentage point cuts and one 0.25 percentage point cut between August 2021 and May 2022. In June and July, the Copom kept the rate at 10.5% per year, the lowest level since February 2022, but began raising the rate in July.
The Copom also warned about the prolongation of the cycle of high inflation, stating that the economic scenario requires a contractionary monetary policy, and that they did not rule out increasing the pace of rate hikes. The members of the committee agreed to start the rising price cycle gradually, mainly due to domestic and external uncertainty.
The Brazilian Central Bank’s inflation target for 2024 is 3%, with a tolerance interval of 1.5 percentage points above or below. This means that the limit is 1.5% and the upper limit is 4.5%. For 2025 and 2026, the targets are also 3%, with the same tolerance interval.
The Central Bank released its latest Inflation Report in late September, maintaining its forecast that the IPCA (Brazil’s inflation index) will end 2024 at 4.31%. This was before the recent high dollar and the impact of the drought. The next report will be released at the end of December.
