Título: Dólar sobe para R$ 6 com pressão de importadores

O Brasil registrou um novo elevado nível devalorização da moeda estrangeira, com o dólar alcançando R$ 6 nas principais casas de câmbio do país. A pressão que aumentou a demanda da moeda americana foram os importadores, que buscam compensar as perdas causadas pelo aumento dos preços nos materiais e insumos comprados nos Estados Unidos.

De acordo com os índices da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o dólar alcançou um valor histórico de R$ 5,95, o mais alto desde 2017. Isso significa uma valorização de 21,4% em apenas um mês, sendo que, no início do ano, o cambio estava próximo de R$ 4,50 por dólar.

A expansão da economia global e a política monetária do Federal Reserve, banqueiro central dos Estados Unidos, também contribuem para a valorização da moeda americana. A expectativa de redução das taxas de juros nos EUA, juntamente com a estabilidade política da região, atraem investidores e os levam a comprar mais dólares.

Segundo o presidente da Associacao Brasileira dos Importadores (ABI), Paulo Antonio, a forte demanda de dólares é uma consequência direta do aumento de preços nos materiais e insumos exportados dos EUA para o Brasil. “Em um período de pandemia, muitas empresas enfrentam dificuldades em encontrar suprimentos garantidos, o que causa um aumento nos preços. Nesse sentido, os importadores precisam compensar essas perdas com a compra de dólares”, esclareceu.

Além disso, a procura por dólares também é motivada por investidores que buscam proteger seus ativos da inflação e evitar perdas em caso de uma eventual crise. “O dólar está se tornando um bônus de segurança para os investidores brasileiros, que buscam preservar seu dinheiro em um cenário incerto”, disse o chefe de mercado da RBS, Luiz Gonzaga.

No entanto, a valorização da moeda americana ainda pode causar problemas econômicos para o país. O aumento do câmbio pode levar a uma redução do poder de compra das remessas de trabalhadores brasileiros no Exterior e uma diminuição nos investimentos estrangeiros no Brasil.

Avaliando a situação, o economista Felipe Salles, da KPMG, alertou que “a valorização do dólar pode estar relacionada a uma saída de capital do país, o que pode desencadear uma maior inflação e uma débil expansão econômica”. “É essencial que o governo mexa as peças financeiras para evitar uma forte valorização da moeda e proteger a estabilidade econômica nacional”, concluiu.
On the day following the 1% increase in the Selic interest rate (the Brazilian basic interest rate), the dollar returned to being traded above R$ 6, driven by demand from importers. The stock market had a strong decline, influenced by the decision of the Central Bank (BC).

The commercial dollar closed on Thursday (12th) at R$ 6.009, with a gain of R$ 0.041 (+0.69%). The exchange rate operated in a state of stability or near-stability for most of the day, reaching R$ 5.92 at the opening of business. However, the pressure from importers, who took advantage of the drop to buy the North American currency, raised the rate throughout the afternoon.

Despite the intervention of the BC, the US dollar continued to rise. In the morning, the authority sold $4 billion from its international reserves with a commitment to buy the money back in a few months. This was the first market intervention in a month.

The stock market had a more pessimistic day. After reaching 130,000 points on Wednesday (11th), the Ibovespa index, of the B3, closed at 126,042 points, with a decline of 2.74%. This was the largest daily decline since January 2, 2023.

The stock market was influenced by the decision of the Monetary Policy Committee (Copom) to raise the Selic rate from 11.25% to 12.25% per annum, while most financial institutions had bet on a hike to 12% per annum. High interest rates put pressure on the stock market because investors leave the stock market to invest in fixed-income assets, such as public bonds, which are considered less risky.

The increase in the Selic rate was a surprise to many, as the market had expected a more modest increase. The move is expected to help combat inflation, but it will likely have a negative impact on the economy and the stock market. The increase in interest rates makes it more expensive for companies to borrow money, which can lead to reduced investment and lower economic growth.

In summary, the dollar continued to rise on the back of demand from importers, despite the intervention of the Central Bank. The stock market had a significant decline, influenced by the surprise increase in the Selic rate. The market was expecting a more modest increase, and the surprise hike is expected to have a negative impact on the economy and the stock market.

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