Nenhum dia 11, a americana Dana “Pokey” Chatman, de 55 anos, foi anunciada como nova técnica da seleção brasileira feminina de basquete. Na quarta-feira (18), ela concedeu sua primeira entrevista coletiva no cargo, de forma virtual. Durante mais de 30 minutos, ela abordou diversos temas que geram interesse pela segunda mulher a comandar o Brasil no basquete feminino.

Chatman, ex-jogadora da Universidade de Louisiana (EUA), mostrou familiaridade com a geração vencedora do basquete feminino brasileiro, com Hortência, Magic Paula e Janeth. Ela disse esperar estar pessoalmente com elas em breve e que o sucesso da geração passada seja renovado. “Conheço pessoas que têm conexão com elas e espero estar com elas pessoalmente em breve. Nos EUA, todos podem ver o sucesso que fizeram. Quero que toda aquela animação daquela época volte, assim como a sensação de todos estarem prestando atenção e o país todo apoiando.”

A brasileira Kamilla Cardoso, de 2,03 metros de altura, de 23 anos, é um dos nomes de maior potencial no mundo, após concluir sua carreira universitária nos EUA e ser selecionada pelo Chicago Sky, da WNBA. Chatman a vê como “fe­nenal” e destacou que “quase dá para esquecer a altura dela, pelo jeito como corre pela quadra igual a uma armadora”. A expectativa é que a brasileira seja uma inspiração para meninas mais novas e aumente a confiança dela para ser uma líder.

No entanto, o Brasil luta para se reestabelecer como uma equipe forte e competitiva. A seleção feminina brasileira ficou de fora das duas últimas edições da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Chatman traz experiência de mais de 30 anos na área técnica, tendo comandado a Universidade de Louisiana e o Spartak Moscou, da Rússia.

A diretora técnica ainda destacou a importância de se adaptar ao basquete brasileiro, que envolve se familiarizar com as atletas e entender o modo de pensar e se relacionar com o esporte no Brasil. Alguns fatores ajudaram Chatman a se encantar com a oportunidade, incluindo sua conexão com o Brasil, sua paixão pela cultura e sua experiência de casada com uma brasileira.

A expectativa é que o laço sentimental criado com o país seja apenas o começo de um trabalho vencedor. Chatman reconheceu o peso dos resultados na avaliação de um trabalho, mas evitou fazer promessas. Ela destacou a importância do comprometimento das atletas em defender o Brasil no futuro. A seleção feminina tem objetivos próximos, como a disputa da Americup, em 2025, em Santiago (Chile).

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