A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou até o momento 15 corpos de vítimas do grave acidente ocorrido na madrugada do último sábado (21) na rodovia federal BR-116, no município de Teófilo Otoni, interior de Minas Gerais. Desse total, 14 corpos já foram retirados pelos familiares. O acidente resultou na morte de 41 pessoas, todas elas estavam no ônibus que colidiu de frente com uma carreta e pegou fogo, incluindo o motorista.
O processo de identificação está sendo feito no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A maioria das vítimas ficou presa às ferragens e tiveram os corpos carbonizados pelo incêndio. Um terceiro veículo, um carro de passeio, que vinha atrás do ônibus, também se envolveu no acidente, mas os ocupantes do automóvel tiveram ferimentos leves.
O ônibus de transporte interestadual, pertencente à empresa Emtram, saiu de São Paulo (SP) com destino a Elísio Medrado (BA). O acolhimento aos familiares e os esclarecimentos sobre o processo de identificação dos corpos continuam a ser realizados pela assistência social do IML pelo telefone: (31) 3379-5059.
A PCMG trabalha com celeridade para identificar os corpos, mas ainda não é possível precisar quanto tempo esse processo levará, em razão da complexidade dos exames realizados. As equipes de trabalho foram reforçadas para concluir a missão de identificar e liberar os corpos no menor prazo possível.
As investigações estão apontando para duas hipóteses: a explosão do pneu do ônibus, que teria perdido o controle e se chocado com o caminhão, ou a carreta estava com excesso de peso, em alta velocidade, e que um grande bloco de granito se soltou de um dos reboques e caiu na pista, sendo atingida pelo ônibus.
Ontem (24), o motorista da carreta, Arilton Bastos Alves, de 49 anos, se apresentou à Polícia Civil e prestou depoimento por cerca de seis horas. Segundo a defesa de Alves, ele não estava foragido e não teria responsabilidade pela causa do acidente. As investigações prosseguem em inquérito policial aberto sobre o caso.
