A Corrida Internacional de São Silvestre, uma das mais antigas e tradicionais provas de rua do mundo, foi vencida novamente por atletas quenianos, que mantiveram sua hegemonia na competição. A queniana Agnes Keino conquistou a vitória na prova feminina, com o tempo de 51 minutos e 25 segundos, seguida pela também queniana Cynthia Chemweno, com o tempo de 52 minutos e 11 segundos.
No masculino, o queniano Wilson Too venceu a prova com o tempo de 44 minutos e 21 segundos. A brasileira Nubia de Oliveira Silva alcançou a terceira colocação, com o tempo de 53 minutos e 24 segundos, e a também brasileira Tatiane Raquel da Silva terminou em quinto lugar, com o tempo de 53 minutos e 51 segundos.
A vitória de Nubia foi especial, pois foi a primeira vez que uma brasileira alcançou a terceira colocação na prova. “Colocar duas brasileiras entre as cinco melhores foi um dia especial”, disse Tatiane, em entrevista coletiva após a prova.
No masculino, o brasileiro Johnatas de Oliveira Cruz alcançou o quarto lugar, com o tempo de 45 minutos e 32 segundos. Ele havia sido o melhor brasileiro da São Silvestre no ano passado, quando terminou em sexta posição.
O calor foi a principal dificuldade para os atletas durante a prova, que começou às 9h30 da manhã. “Senti o clima a partir dos 10 quilômetros, quando começou a ficar mais quente. Aproveitei para me hidratar bastante durante a prova”, disse Tatiane.
A campeã feminina, Agnes Keino, também concordou que o calor foi um fator importante na corrida. “Estou muito feliz. A corrida foi boa. Mas a condição do tempo foi difícil por causa do calor”, disse ela.
A Corrida Internacional de São Silvestre é uma das provas mais antigas e tradicionais do mundo, com mais de 99 anos de história. A vitória dos quenianos é a continuação de uma hegemonia que começou em 1992, quando a primeira equipe queniana competiu na prova. Desde então, eles detêm 19 vitórias na prova feminina e 18 na masculina.
A próxima edição da São Silvestre está programada para o ano que vem, e os atletas brasileiros já estão planejando voltar à competição. “Este ano a gente mostrou que estamos mais perto de quebrar essa hegemonia [de vitórias de atletas africanos]. Temos que focar três meses antes para a São Silvestre. É foco, cabeça tranquila e o principal: muita mentalidade”, disse Johnatas Cruz.
