Dólar cai pela 11a vez e tem maior sequência de quedas em 20 anos
O dólar estadunidense registrou uma nova queda no mercado de câmbio, sua 11a vez em apenas dois meses, o que representa a maior sequência de quedas em 20 anos. Isso ocorre após a Reserva Federal dos EUA ter mantido suas taxas de juros em níveis baixos, o que reduziu a atratividade do dólar para os investidores.
Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o dólar caiu 1,14% para R$ 4,88, o menor nível desde janeiro de 2020. Isso significa que, desde o início do ano, o dólar perdeu cerca de 10% do seu valor em relação ao real.
A sequência de quedas do dólar é uma consequência direta da política monetária da Reserva Federal, que tem mantido as taxas de juros em níveis baixos para estimular a economia americana. Isso torna o dólar menos atraente para os investidores, que buscam rendimentos mais altos em outros ativos, como títulos públicos e ações.
Além disso, a expectativa de uma recuperação lenta da economia americana também contribuiu para a desvalorização do dólar. A pandemia de COVID-19 ainda está afetando a economia global e a recuperação é mais lenta do que se esperava.
A perda de valor do dólar também afetou a inflação no Brasil. Com o dólar mais barato, os preços das importações aumentam, o que pode levar a uma inflação mais alta no país.
Para os brasileiros que viajam ou fazem negócios nos EUA, a desvalorização do dólar é uma boa notícia. Isso significa que eles podem comprar mais dólares com o mesmo valor em reais, o que pode ser útil para viagens ou pagamentos de contas em dólares.
No entanto, para os exportadores brasileiros, a desvalorização do dólar pode ser uma má notícia. Isso significa que os preços das suas mercadorias aumentam para os compradores estrangeiros, o que pode afetar a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Em resumo, a desvalorização do dólar é uma consequência direta da política monetária da Reserva Federal e da expectativa de uma recuperação lenta da economia americana. Embora seja uma boa notícia para os brasileiros que viajam ou fazem negócios nos EUA, é uma má notícia para os exportadores brasileiros.
The temporary suspension of President Donald Trump’s plan to raise tariffs on Mexican products brought relief to the financial market, leading to a 11th consecutive day of decline in the US dollar’s value. The dollar fell by 0.38% to close at R$ 5.815, marking the largest daily decline in 20 years. The previous low was seen in November 26, and the dollar has lost 5.88% since January 17.
The Mexican peso strengthened as a result, and the currency’s value increased by 1.22% to R$ 5.981. The euro, another major currency, also weakened and closed below R$ 6 for the first time since October 4.
The financial markets were initially negatively impacted by Trump’s announcement of tariffs on Mexican and Canadian products, with the dollar strengthening in response. However, the subsequent suspension of the tariffs for 30 days caused the dollar to fall, especially against emerging market currencies.
The Brazilian stock market, as represented by the Ibovespa index, experienced a less optimistic day, with a decline of 0.13%. The index had earlier risen 0.25%, but lost steam and ended near stability. This marks the first time the Ibovespa has ended a day in the red in six days.
The dollar’s prolonged decline is likely due to several factors, including the global economy’s weakening performance, central banks’ easy monetary policies, and the US Federal Reserve’s willingness to intervene in the currency markets. Additionally, the Mexican peso’s strengthening could be attributed to the country’s economic resilience and the Central Bank of Mexico’s efforts to maintain a stable exchange rate.
The current situation has significant implications for international trade, as countries that rely heavily on exports, such as Brazil and Mexico, could benefit from the weaker dollar. On the other hand, the dollar’s decline could also increase the price of imports for these countries, leading to potential inflationary pressures.
