Faturamento do setor mineral cresceu 9,1% em 2024

O Brasil registrou um crescimento expressivo no faturamento do setor mineral em 2024, alcançando um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), o valor do faturamento do setor mineral brasileiro ultrapassou R$ 220 bilhões em 2024, uma cifra histórica que demonstra a importância desse setor para a economia nacional.

A expansão do faturamento do setor mineral em 2024 é atribuída à combinação de fatores positivos, incluindo a elevação das commodities em todos os mercados internacionais, a recuperação da demanda da indústria de processamento de minerais e a implementação de projetos de exploração de recursos naturais em diversas regiões do país.

De acordo com a ANM, o valor do faturamento do setor mineral em 2024 foi impulsionado pela exportação de minérios e produtos minerais, como carvão, ferro e manganês, que cresceram 10,2%, 11,4% e 13,1%, respectivamente. Além disso, o faturamento de minerais preciosos, como ouro e diamante, também aumentou significativamente, alcançando cresçimentos de 14,5% e 12,8%, respectivamente.

O crescimento do faturamento do setor mineral também contribuiu para a geração de empregos e para a arrecadação de impostos em todas as regiões do país. Em 2024, o setor mineral brasileiro gerou cerca de 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos, e arrecadou cerca de R$ 70 bilhões em impostos e contribuições sociais.

No entanto, a ANM também destacou a importância de garantir a sustentabilidade e a governança do setor mineral brasileiro, considerando os impactos sociais e ambientais decorrentes da atividade extractiva. O órgão nacional de mineração ressalta a necessidade de implementar políticas públicas e práticas responsáveis para proteger os habitats naturais e garantir a participação social e ambiental em todos os estágios do ciclo de vida dos projetos de mineração.

Em resumo, o faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 é um indicador positivo que demonstra a importância da indústria mineral para a economia nacional. No entanto, é fundamental que o setor trabalhe para garantir a sustentabilidade e a governança de seus atividades, considerando os impactos sociais e ambientais decorrentes da atividade extractiva.

The Brazilian mining sector’s revenue in 2024 reached R$ 270.8 billion, representing a 9.1% increase compared to 2023. According to the Brazilian Mining Institute (Ibram), the growth was driven by the appreciation of the US dollar and the increase in iron ore sales, which rose 8.6% compared to 2023. Despite a 9% decline in international prices, the sector’s revenue increased due to higher production and sales.

The Ibram’s data also highlights growth in copper (25.2%) and gold (13.3%) sales, driven by higher international prices. The two main mining states in Brazil, Minas Gerais and Pará, accounted for 76% of the sector’s revenue, with Minas Gerais contributing R$ 108.3 billion and Pará contributing R$ 97.6 billion.

São Paulo, Bahia, and Goiás were the next three states with the highest revenue, with São Paulo’s revenue being a surprise, driven by the demand for construction aggregates. The Ibram’s director, Raul Jungmann, believes that the growth in São Paulo’s revenue is due to the increasing demand for construction materials.

The Ibram also reported an 8.6% increase in the Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a tax known as the “mining royalty,” which rose from R$ 6.9 billion in 2023 to R$ 7.4 billion in 2024.

The Ibram’s estimates for investments in the sector for the next four-year period also increased, rising 6% to R$ 68.4 billion. Jungmann believes that the growth in investments is due to increased spending on logistics, iron ore projects, and socio-environmental initiatives.

The sector’s balance of trade also showed a surplus of R$ 34.95 billion, with exports rising 0.9% to R$ 43.43 billion and imports declining 23.1% to R$ 8.48 billion. Jungmann attributes the decline in imports to the appreciation of the US dollar and the impact of the Ukraine-Russia conflict on global trade.

Regarding the impact of the US presidential election on the sector, Jungmann believes that the outcome will have little effect on the Brazilian mining sector, as most of Brazil’s exports are directed towards Asia, particularly China. He also notes that even if the US government imposes tariffs on imports, it will have a limited impact on Brazil’s exports.

Jungmann also emphasized the importance of critical minerals, such as copper, nickel, and lithium, which are essential for the production of renewable energy technologies. He believes that the demand for these minerals will continue to grow, regardless of the outcome of the US presidential election.

Finally, the Ibram criticized the Imposto Seletivo, a new tax on selected goods, including minerals, which was approved by the Brazilian Congress. Jungmann believes that the tax is unconstitutional and will harm the mining sector, and the Ibram will continue to fight against it.

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