Título: Famílias estão menos endividadas e mais cautelosas com gastos
As famílias brasileiras têm demonstrado uma mudança recente em seus hábitos financeiros. De acordo com um estudo recente, as famílias estão menos endividadas e mais cautelosas com seus gastos. Isso é um alívio para muitas famílias que, nos últimos anos, foram afetadas pela crise econômica e pelo aumento da inflação.
De acordo com o estudo, 62% das famílias brasileiras consideram que seus gastos são controlados, o que é um aumento de 10% em relação ao ano passado. Além disso, 55% das famílias dizem que estão poupando mais do que gastando, o que é um aumento de 15% em relação ao ano passado.
Essa mudança nos hábitos financeiros pode ser atribuída a uma série de fatores. Uma das principais razões é a conscientização sobre a importância da poupança e da gestão financeira. Muitas famílias estão começando a entender que a poupança é essencial para atingir seus objetivos financeiros, seja para comprar uma casa, educar os filhos ou simplesmente ter um fundo de emergência.
Outro fator que pode ter contribuído para essa mudança é a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos. Muitas famílias tiveram que adaptar seus hábitos financeiros para sobreviver à crise, e isso incluiu reduzir seus gastos e poupar mais. Essa experiência pode ter ajudado as famílias a desenvolver uma mentalidade mais prudente e a compreender a importância da gestão financeira.
Além disso, a disponibilidade de informações financeiras e a evolução da tecnologia também podem ter contribuído para essa mudança. Hoje em dia, as pessoas têm acesso a informações financeiras mais facilmente e podem monitorar seus gastos e poupanças de forma mais eficaz. Isso pode ter ajudado as famílias a se tornarem mais conscientes de seus gastos e a tomar medidas para reduzir sua dívida e aumentar sua poupança.
Ainda que as famílias estejam mais cautelosas com seus gastos, há ainda muito a ser feito para melhorar a situação financeira das famílias brasileiras. A dívida familiar ainda é um problema grave no país, e muitas famílias precisam trabalhar para reduzir suas dívidas e aumentar suas poupanças.
No entanto, o fato de as famílias estarem menos endividadas e mais cautelosas com seus gastos é um passo importante em direção a uma melhor gestão financeira. É importante que as famílias continuem a desenvolver hábitos financeiros saudáveis e a trabalhar para melhorar sua situação financeira.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Referências:
* IBGE. (2022). Indicadores de renda e despesa das famílias brasileiras.
* Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). (2022). Conjuntura Econômica.
Nota: A presente matéria é uma obra original e não pode ser reproduzida sem autorização prévia do autor.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou uma pesquisa que demonstrou uma melhoria no total de famílias endividadas no país, com uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período em 2024. O resultado é de 76,1% de famílias endividadas em janeiro.
Uma das brasileiras que conseguiu superar a situação de endividamento é a professora Danieli Silveira. Ela reduziu seus gastos, evitou parcelas e fez compras à vista, conscientizando-se de que o consumo saudável é a melhor saída. “É assim que estou me policiando e conscientizando que o consumo saudável é a melhor saída”, disse.
No entanto, o cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores. O técnico em logística Cesar é um exemplo disso. Sua família teve as contas comprometidas após o afastamento da sua companheira do trabalho para tratamento de câncer e precisou recorrer ao Procon paulista para negociar os juros.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) também mostrou que as pessoas têm dificuldade para pagar suas dívidas. Em janeiro, 29,1% das famílias tinham dívidas em atraso e 12,7% não conseguiriam pagar. Em dezembro, eram 29,3% e 13%, respectivamente, e em janeiro de 2024 eram 28,3% e 12%. Foi o primeiro recuo na inadimplência desde julho de 2024.
As dívidas comprometem, em média, 30% da renda das famílias ouvidas. O estudo também mostrou que as famílias mais vulneráveis, que recebem até 3 salários mínimos, representaram o único grupo que teve aumento em suas dívidas. A CNC estima que o endividamento das famílias voltará a crescer durante este ano, com os percentuais começando a subir a partir de março e fechando o ano com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes.
