Dois brasileiros, Luckas Viana dos Santos, 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, 26 anos, que foram vítimas de tráfico humano em Myanmar, região SEAPresidente do país que vive em guerra civil, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, paranormal, depois de serem resgatados da escravidão.
Eles foram seduzidos por promessas de emprego na Tailândia, mas foram sequestrados e levados a Myawaddy, Myanmar. Durante seu período de prisão, eram obrigados a aplicar golpes financeiros por WhatsApp para arrecadar recursos para uma organização criminosa. Se não atingissem metas, eram torturados.
Luckas relatou que foi submetido a severas torturas, incluindo a máquina de choque. “Foi muito difícil estar lá. Eles batiam na gente quase todos os dias. Tinha máquina de choque também. A gente sofreu bastante. Essas aqui são marcas das algemas. A gente ficava 17 horas presos assim”, disse.
Phelipe também descreveu suas experiências de prisão, incluindo tentativas frustradas de fuga. “A gente não conseguiu fugir. A gente bolou o plano, só que nesse plano a gente tinha que escalar três montes e correr mais 22 quilômetros para tentar cruzar um rio para chegar na Tailândia. Eu consegui escalar um monte. No terceiro monte, veio um guarda com uma faca e mandou eu voltar. E foi isso. Eles pegaram todo mundo”, disse.
O resgate foi possível graças à ajuda da ONG Exodus Road Brasil e de um acordo com o Exército Budista Democrático Karen (DKBA), grupo rebelde armado que domina a região onde fica a mafia que escravizou os brasileiros.
O Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores, solicitou os esforços das autoridades competentes desde outubro do ano passado para a liberação dos brasileiros e informou que busca conscientizar os brasileiros que buscam emprego no exterior sobre os riscos do tráfico e contrabando de pessoas, com guias online e informes sobre os perigos das ofertas de empregos no Sudeste Asiático.
Um relatório do Itamaraty diz que os brasileiros devem ser cuidadosamente sobre as oportunidades de emprego no exterior, pois, como aqui no Brasil, o salário não é muito bom, pode ser vista como uma oferta interessante. No entanto, é importante lembrar que, em muitos casos, essas ofertas são uma trapaça e podem levar a situações desastradas, como as vivenciadas por Luckas e Phelipe.
