Calor prejudicial à saúde, leva a novas preocupações sobre consumo de café, soja e arroz
O consumo excessivo de alimentos ricos emustos, como café, soja e arroz, pode estar relacionado ao surgimento de problemas de saúde crônicos, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e certos tipos de câncer. Isso alerta especialistas em saúde e nutrição.
Segundo o Dr. Leonardo Lima, nutricionista e especialista em saúde pública, "a excessiva ingestão de calorias e gorduras saturadas presentes nestes alimentos pode levar a uma série de problemas de saúde, mesmo com a presença de nutrientes importantes, como fiosso, proteínas e fibras".
Café, por exemplo, é conhecido por suas propriedades estimulantes que ajudam a melhorar a concentração e a atividade cerebral. No entanto, um dose diária excessiva pode contribuir para o desequilíbrio do corpo e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Alimentos ricos em soja, como tofu e produtos lácteos, também podem ser prejudiciais se consumidos em excesso, pois ricos em gorduras saturadas e calorias são.
Arroz, que é rico em carboidratos simples, pode ser um problema para as pessoas que têm diabetes ou dispositivos de células sensíveis ao glúce. "O consumo excessivo de arroz pode levar a um aumento no nível de glicose no sangue", explica o Dr. Lima. "Isso pode ser especialmente prejudicial para as pessoas com diabetes tipo 2, que têm dificuldade em controlar seus níveis de glicose".
No entanto, é importante ressaltar que a chave é encontrar um equilíbrio entre os alimentos que se consomem. "A chave para uma saúde boa é uma variedade de alimentos e uma porção controlada", afirma o Dr. Lima. "Isso inclui uma base de frutas, legumes, grão integrais e proteínas magras, adicionada a quantidades moderadas de carnes magras e produtos lácteos".
Para evitar os problemas de saúde relacionados ao excesso de calorias e gorduras saturadas, é fundamental uma abordagem global. Assim como a equipe médica e nutricionalistas sugerem:
- Registar a comida e monitorar as porções;
- Optar por alimentos integrais e orgânicos;
- Limitar o consumo de alimentos processados e ricos em gorduras saturadas;
- Incluir exercícios regulares na rotina diária;
- Consultar um médico ou nutricionista para obter orientação personalizada.
Em resumo, embora café, soja e arroz sejam alimentos importantes para uma boa saúde, é fundamental um consumo moderado e equilibrado para evitar problemas de saúde crônicos.
The recent heatwave in Brazil’s Southern region has significantly affected soybean, corn, and rice crops, as well as coffee and fruit plantations in the Southeast. Climate change is having an increasingly significant impact on food production every year.
According to Dr. Francis Lacerda, a climatologist at the Agronomic Institute of Pernambuco, agroecology strategies can help mitigate these effects and reduce the threat of food insecurity, at least for the time being. “There are practices that can still reduce these effects. I say at least for now because soon it won’t be possible,” she warns.
One of the key strategies is reforestation. “A practice that is often used in agroecology is the practice of consociation. You plant a fruit-bearing tree and on the side, you plant a legume, corn, let’s say. That planting together is beneficial for both, as they interact with each other. One plant will seek water at the bottom, as its root is pivotable, but another that can’t tolerate much radiation will fare better when associated with large trees that provide shade for them. We need to reforest and implement this agroforestry model,” she explains.
Lacerda also stresses the importance of crop diversification, which favors soil fertility and protection, reduces the risks of pests and diseases, and contributes to a reduction in pesticide use, ensuring environmental and financial benefits, including lower investments and diversified product yields, avoiding economic risks resulting from extreme climate conditions.
Many farmers are surprised by the changes caused by climate change, which affects their ability to plant and harvest at the same times as before. “Because they no longer can have the same practices that they had of planting in one period and harvesting in another. And usually, when we have these heatwaves, the total of some organisms in the ecosystem that are more resilient – insects, fungi, and bacteria – increases a lot and they ravage the production,” she notes.
Lacerda suggests that public policies should focus on implementing technologies for communities to capture and store their own water and generate their own energy, making them less vulnerable to climate-induced effects. She emphasizes the need to give autonomy to these communities to produce their own food, and to reforest their properties, which is possible, affordable, and what farmers want.
The decline of certain endemic plant species in Brazil’s biomes, such as the “umbuzeiro” that is adapted to develop in dry and warm areas, is also a concern. According to Lacerda, these lessons can be applied to urban areas, “reserving spaces in the city that can serve for food production, such as productive gardens and green pharmacies. But it is necessary to have a public policy that guides and finances. Because those who have money can buy food, but without social justice, we cannot combat climate change. We need to think of innovative ways to produce and guarantee food, water, and energy security for rural and urban populations.”
