Pela 19ª semaine seguida, mercado financeiro eleva previsão da inflação
Em mais uma semana de movimentação na vida financeira, o mercado deixa claro que perspectiva-se uma elevação significativa da inflação no Brasil. Seguindo a tendência de onda durante as últimas 19 semanas, a expectativa de inflação do mercado financeiro aumentou nova vez mais, demonstrando cautela em relação ao cenário econômico nacional.
cuffs indices de expectativas de inflação, medida pelas letras cambiais (LFT) e notas do Tesouro Nacional (NTN-B), têm sido aumentados significantemente nos últimos dias, reflexo da desconfiança do mercado em relação à capacidade do governo em controlar a inflação e ao programa de ajuste fiscal apresentado recentemente.
Entre as últimas 19 semanas, a expectativa de inflação para os próximos 12 meses saltou de 4,25% para 5,63%, demonstrando que o mercado financeiro acredita que a inflação pode se situar ainda mais acima da meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil (BCB) – que é de 4,25% ao ano.
A expectativa de inflação para os próximos 12 meses é a mais alta desde o início do ano. Esse impacto é reflexo da baixa confiança do mercado em relação à capacidade do governo em controlar a inflação, especialmente após o aumento da despesa pública e a redução do superávit primário, o que pode comprometer a capacidade de trabalhar da política monetária.
Além disso, a expectativa de inflação também está sendo influenciada pela situação do comércio internacional, onde a crise econômica global tem liderado a redução da inflação em muitos países, tornando mais difícil para o Brasil manter a sua soberania diante das pressões da globalização.
É importante notar que o aumento da expectativa de inflação não significa que o Banco Central, que é o principal responsável por controlar a inflação, esteja satisfeito com o nível de inflação previsto. O BCB trabalha intensamente para manter a estabilidade econômica e evitar o risco de estagflação, que é o fenômeno inverso da hiperinflação, onde a economia sofre com a desvalorização do dinheiro e a perda de confiança dos investidores.
Em resumo, a elevação da expectativa de inflação é um reflexo da desconfiança do mercado financeiro em relação à capacidade do governo de controlar a inflação e ao programa de ajuste fiscal. O mercado financeiro acredita que a inflação pode se situar ainda mais acima da meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil, o que pode comprometer a estabilidade econômica do país.
Fonte: Notícias247.com.br
The Brazilian Central Bank (BC) has released its weekly “Boletim Focus”, a report that summarizes the market’s expectations for the country’s main economic indicators. According to the report, the inflation rate, measured by the National Broad Consumer Price Index (IPCA), is expected to reach 5.65% this year, up from 5.6% previously. This marks the 19th consecutive increase in the inflation projection.
For 2026, the expected inflation rate is 4.4%, up from 4.35% previously. For 2027 and 2028, the projections are 4% and 3.79%, respectively. The inflation rate is above the target set by the Monetary Policy Committee (CMN), which is 3% with a tolerance range of 1.5 percentage points up or down.
The inflation rate in January fell to 0.16%, the lowest rate for a January month since 1994, according to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). The explanation for this decrease is the Itaipu bonus, a discount that millions of Brazilians received on their electricity bills last month.
The Brazilian Central Bank uses the basic interest rate, the Selic, as its main tool to combat inflation. The Selic rate is currently set at 13.25% per year. The bank has increased the rate for the fourth time in a row, and has confirmed that it will increase the rate by another point in March, but has not disclosed whether it will continue to increase the rate in May.
The market expects the Selic rate to reach 15% at the end of 2025, and then decrease to 12.5% in 2026, 10.5% in 2027, and 10% in 2028. Higher interest rates aim to temper demand and cool the economy, but they can also make it more difficult for the economy to expand.
The International Monetary Fund (IMF) estimates that the Brazilian economy will grow 2.01% this year, and 1.7% in 2026. The market expects the economy to expand 2% in 2027 and 2028. The GDP (Gross Domestic Product) grew 0.9% in the third quarter of 2024 compared to the second quarter, and the total growth rate for the year is 3.3%. The official GDP result for 2024 will be released on March 7th.
The expected exchange rate for the US dollar is R$5.99 by the end of this year, and R$6 at the end of 2026. The Brazilian currency has been weakening against the US dollar in recent months, affecting the country’s import prices and inflation.
