No último fim de semana antes do carnaval, o Brasil foi palco de um torneio de tênis notável: o Rio Open, o maior torneio da América do Sul. O evento foi disputado em quadras de saibro, localizado no icônico Jockey Club Brasileiro, na região sul da cidade. Entre as disputas atraentes, a decisão de duplas femininas, a partida de cadeira de rodas e a final de duplas masculinas foram as que chamaram a atenção.
A promessa brasileira, João Fonseca, e o número dois do mundo, Alexander Zverev, foram eliminados nas quartas-de-final, respectivamente, pelo argentino Francisco Comesana e pelo argentino Sebastián Baez. Baez, que disputou o segundo ano consecutivo o Rio Open, conquistou novamente o título, ao vencer o francês Alexandre Muller em dois sets sem perda de game.
O bicampeão do Rio Open, Sebastián Baez, protagonizou uma cena alegre ao celebrar o seu título, com um tweet emocionado, onde fez uma referência alegórica à sua vantagem no tênis, ao dizer: “Eles podem chamar-me de SebasTIÃO!”
Em outro duelo de duplas, o brasileiro Daniel Rodrigues e o argentino Gustavo Fernandez conquistaram a vitória de virada sobre os espanhóis Daniel Caverzaschi e Martin De La Puente, logo que os sul-americanos previram o final da partida, em 2 sets a 1.
Na final de duplas masculinas, os brasileiros Marcelo Melo e Rafael Matos mostraram uma tática surpreendente, Melo movendo-se junto à rede para reduzir as trocas de bola, especialidade dos espanhóis. Eles conquistaram o título em 2 sets a 0, superando os espanhóis Pedro Martinez e Jaume Munar.
O vencedor número 1 do mundo, Marcelo Melo, revelou, após a conquista, que está prestes a completar 18 anos de carreira jogando exclusivamente em chaves de duplas e disse que a conquista do título em casa teve um sabor diferente. Lembrou que escutou muita coisa, mas que queria muito ganhar esse título aos 41 anos.
Além disso, o tenista brasileiro Cássio Motta, ex-player número 4 do mundo no ranking de duplas e 48º colocado em simples, foi homenageado com uma placa pelo seu legado no tênis brasileiro. Motta conquistou 10 títulos em 23 finais de duplas e integrou a equipe nacional semifinalista da Copa Davis em 1992.
No final, o esporte, como o carnavalesco, exige equilíbrio, ritmo e sintonia. No tênis, não é diferente. Dançarinos e tenistas lutam por pontos, movidos pela energia de querer mais. Que 2026 tenhamos mais e novas emoções, mais inclusão e novas metas atingidas pelo tênis brasileiro.
