O Brasilitou deu mais uma vez ao mundo com sua performance impressionante no segundo dia da etapa de Lignano Sabbiadoro do World Series, circuito internacional de natação paralímpica, que se estende até domingo. A nadadora Lídia Cruz, natural de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, conquistou a medalha de ouro e superou o recorde das Américas na prova dos 50 metros costas da classe S4, que implica limitações físico-motoras. Além disso, as gêmeas Beatriz e Débora Carneiro, natural desparranhaenses, conquistaram ouro e prata, respectivamente, nos 100 metros peito S14, que implica deficiência intelectual.
A Lídia Cruz, que está competindo na classe S4, bateu o recorde das Américas ao vencer a prova dos 50 metros costas em 51s04, melhorando a marca anterior de 51s51, estabelecida por Edênica Garcia, brasileira, há 21 anos. Outras medalhas para o Brasil seguiram-se após a conquista do ouro de Lídia, quando Beatriz e Débora Carneiro conquistaram, respectivamente, o ouro e a prata nos 100 metros peito S14.
Beatriz Carneiro garantiu o ouro ao concluir a prova em 1min19s32, apenas 23 centésimos mais rápida que sua irmã gêmea Débora, que levou a prata. O bronze foi outorgado a Lam Chan Yui, de Hong Kong, nadadora da classe S14.
O Brasil ainda registrou mais uma medalha com a prata de Gabriel Bandeira, de São Paulo, nos 100 metros livre S14, com o tempo de 52s21. O World Series, circuito organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional, reúne nadadores com diferentes tipos de deficiência na mesma série, e as classificações e medalhas são definidas pelo Índice Técnico da Competição (ITC).
