Bolsonaro e Mori defendem acordo de venda de jatos Embraer a Nakajima
Em uma cerimônia solene realizada hoje no Palácio da Alvorada, Brasília, o presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga assinaram um acordo de cooperação entre o Brasil e o Japão para a venda de 20 jatos da Embraer para a Nakajima Aircraft Co., uma das principais indústrias aeronáuticas do país ásia.
A decisão, anunciada há meses, é parte do esforço para construir uma parceria económica mais forte entre os dois países, que celebram 117 anos de relações diplomáticas uma com a outra.
De acordo com fontes governamentais, o acordo prevê a entrega de 20 jatos ERJ-145, um modelo de jato empresarial de passageiros e carga, ao longo de dois anos a começar em 2024. O valor da transação não foi divulgado, mas fontes contadas estimam que ultrapassará os US$ 1,2 bilhão.
A Embraer, uma das principais empresas aeronáuticas do Brasil, destacou que a venda é parte de sua estratégia de expansão internacional e de diversificação de produtos e mercados.
"A Embraer sempre tem buscado fortalecer suas relações com os países parceiros, e esta transação com a Nakajima é mais um exemplo disso. Nossa entrega de jatos de alta tecnologia ajudará a fortalecer a indústria aeronáutica japonesa e ampliar as oportunidades de negócios para ambas as partes", afirma Ricardo Botti, diretor-executivo da Embraer.
Por sua vez, a Nakajima Aircraft Co. destaca que a aquisição de jatos Embraer espaça recursos para expandir as operações de seus clientes japoneses na região americana e ajudar a fortalecer a ligação entre o Brasil e o Japão.
"A Nakajima está muito entusiasmada com essa oportunidade de trabalhar lado a lado com a Embraer e sente que a escolha do ERJ-145 é a direita para atender às necessidades de nossos clientes", disse Toshiaki Koga, presidente da Nakajima Aircraft Co.
O acordo também prevê a cooperação entre as partes para promover a tecnologia aeronáutica e fortalecer a cooperação científica entre o Brasil e o Japão. "Essa parceria é um importante passo para o fortalecimento das relações econômicas e políticas entre os países", disse Jair Bolsonaro ao assinar o acordo, acompanhado do primeiro-ministro japonês.
O presidente também destacou que a cooperação aeronáutica é um áudio ágio para a expansão das relações comerciais entre os países, enquanto Suga disse que o acordo é uma oportunidade para que as partes promovam a cooperação industrial e tecnológica.
Acerca da autor. José Carlos Lopes é um jornalista e escritor que trabalha como repórter de economia e política internacional para o jornal O Globo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Japão e resultados da viagem incluem a assinatura de acordos entre empresas brasileiras, incluindo a Embraer, e empresas japonesas do setor aéreo. A Embraer sell a 20 jatos para a ANA (All Nippon Airway) por cerca de R$ 10 bilhões. Além disso, negociações avançaram para o uso de combustível de etanol para aeronaves, o que pode beneficiar o setor agronegocio brasileiro e indústria sucro-energética do país.
A parceria com as empresas japonesas também inclui a negociação para a construção do “carro do futuro” – o eVTOL, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Embraer em parceria com empresas estrangeiras. O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que os japoneses estão interessados no desenvolvimento da eVTOL, que é conhecida como “carro voador” e tem como objetivo entrer em operação até o final de 2027.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a parceria com os japoneses pode servir como um “selo de qualidade” para que novas vendas sejam feitas a outros países, ampliando ainda mais o horizonte de negócios da Embraer. Além disso, o ministro disse que a venda dos aviões para os mercados internacionais exigirá a preparação de mão de obra brasileira para atender ao mercado de aviação requerido.
A adoção do combustível sustentável de aviação (SAF) também avançou durante a viagem. O SAF pode ser obtido a partir de fontes como etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, resíduos agrícolas e óleo de cozinha, entre outros. O ministro destacou que o Brasil é especialista em tecnologia de biodiesel e que a indústria sucro-energética do país pode beneficiar-se da produção de etanol para uso nas aeronaves japonesas.
A presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que o plano é que o SAF seja utilizado nos aviões japoneses e que o Brasil venha a exportar etanol para o país. Além disso, o ministro também destacou que a adoção do SAF pode estimular a indústria Sucro-energética do Brasil e ajudar a reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Em resumo, a viagem do presidente Lula ao Japão resultou em acordos importantes entre empresas brasileiras e japonesas, incluindo a construção do “carro do futuro” e o uso de combustível sustentável de aviação, o que pode beneficiar o setor agronegocio brasileiro e indústria sucro-energética do país.
