A Conmebol anunciou a criação de uma força-tarefa liderada pelo ex-jogador Ronaldo Nazário para combater o racismo, discriminação e violência no futebol. Essa iniciativa foi adotada após uma reunião na sede da entidade, na cidade de Luque, no Paraguai, com representantes de governo brasileiro, associações afiliadas à Conmebol, grêmios de jogadores de futebol e personalidades do futebol.
Além de Ronaldo, a força-tarefa contará também com Fatma Samoura, ex-secretária-geral da FIFA, e Sérgio Marchi, presidente da Federação Internacional de Jogadores Profissionais (FIFpro). Essa equipe trabalhará exclusivamente para implementar medidas eficazes contra o racismo, discriminação e violência no futebol sul-americano.
A iniciativa é uma resposta à reiteração de episódios de racismo contra atletas brasileiros, como o recentemente sofrido pelo atacante Luighi, de 18 anos, jogador do Palmeiras, durante partida pela Copa Libertadores Sub 20, no Paraguai. Ele foi alvo de ofensas racistas proferidas por um torcedor do Cerro Porteño, à beira do gramado.
“Estamos agindo aqui hoje com responsabilidade e unidade para enfrentar os desafios futuros, superá-los e continuar no caminho do crescimento. Não queremos um debate sobre o passado, mas sim discutir o futuro. Tudo o que for dito aqui é para somar e melhorar o nosso esporte”, disse Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, na abertura da reunião.
Durante o encontro, também foram anunciadas algumas medidas para combater o racismo. Será criada uma lista de pessoas proibidas de entrar nos estádios – entre elas os envolvidos em atos de racismo – em qualquer torneio na América do Sul e em outras competições pelo mundo. Além disso, serão implementados programas educacionais voltados a jogadores, árbitros, clubes e torcedores, com o intuito de prover a conscientização e prevenção do racismo no futebol.
Essas medidas visam promover um ambiente de inclusão e respeito no futebol, garantindo que todos os atletas possam competir livremente e sem estresse por suas origens étnicas, religião ou gênero. A Conmebol acredita que é possível combater o racismo e a discriminação no futebol, trabalhando juntos para um futuro mais justo e igual para todos.
