Professores do Sesi no estado de São Paulo, que estavam em greve há dois dias, decidiram em assembleia na noite dessa terça-feira (1º) voltar às aulas e retomar a negociação salarial no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A primeira reunião de negociação mediada pela justiça do TRT, Luciana Bezerra de Oliveira, será nesta quarta-feira, às 16 horas.

A decisão foi tomada após a sugestão da juíza de uma “cláusula de paz”, que propôs um acordo para pôr fim à greve, mas os professores decidiram manter o estado de greve e mobilização estadual da categoria. “Não adianta falar em qualidade de ensino sem valorizar o professor. O movimento mostrou força e fez o Sesi reconhecer a greve, o que pode conquistar o respeito e a valorização que queremos,” disse o presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP) e da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano.

A campanha salarial dos professores do Sesi SP começou com reuniões em dezembro de 2024 e a proposta resultante das dez reuniões foi de reajuste de 0,33% acima do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), sem avanço nos outros itens reivindicados. Os professores pedem reajuste salarial com reposição da inflação mais 2,5% de aumento real, abono salarial de 18%, melhorias nos benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição, além de melhores condições de trabalho para professores da Educação Básica, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a formalização de um Plano de Cargos e Salários.

A greve dos professores do Sesi SP começou em 29 de janeiro e cerca de 100 mil estudantes foram afetados. Embora a greve tenha sido pacífica, foi responsável por alguns transtornos e inconvenientes para os pais e alunos. Com a decisão de voltar às aulas, os professores esperam que a negociação salarial seja mais eficaz e que possam conquistar os direitos e benefícios que buscam.

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