O ex-CEO do Hotel Urbano, atual Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após ser acusado de furto de obras de arte. A prisão ocorreu após a análise de câmeras de segurança que flagraram o ex-CEO furtando uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, na Praia da Barra da Tijuca, e dois quadros do escritório Duda Porto Arquitetura, além do Ipad e a carteira do dono do escritório.

A Polícia Civil identificou o ex-CEO por meio das imagens e o prendeu em sua casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. A decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva foi tomada pelo juízo da central de custódia, que considerou “evidente a necessidade da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do custodiado, como medida de garantia da ordem pública e ordem econômica”.

O ex-CEO ocupou o cargo de diretor executivo da Hurb até 2023, quando deixou a direção após várias polêmicas, incluindo ofensas a clientes. A consulta à folha de antecedentes criminais do ex-CEO revelou diversas anotações por crimes patrimoniais anteriores.

Além disso, o Ministério do Turismo cancelou o cadastro da empresa Hurb, o que a impede de atuar no setor turístico. A agência digital de viagens enfrenta denúncias por descumprimento contratual, além de reclamações de consumidores na esfera administrativa e judicial.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) exigiu que a Hurb apresente informações detalhadas sobre sua situação financeira, incluindo o número de contratos ainda pendentes, o valor total devido aos consumidores e a relação dos clientes afetados. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 80 mil.

O secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, afirmou que a Hurb teve todas as oportunidades para apresentar garantias mínimas de cumprimento das obrigações e que a medida do Ministério do Turismo é necessária e coerente com os fatos.

A Hurb divulgou uma nota pública após a divulgação do cancelamento de seu cadastro, afirmando que iniciou um diálogo com a Senacon há mais de 15 meses, com o objetivo de chegar a um acordo que atendesse viajantes impactados pela pandemia da covid-19. No entanto, a empresa disse ter sido surpreendida por um movimento que “pareceu mais político do que técnico” e que a Senacon “abandonou a mesa de negociação e partiu para o ataque”.

A prisão do ex-CEO e o cancelamento do cadastro da Hurb são apenas mais um capítulo na longa lista de problemas enfrentados pela empresa. A Hurb tem sido alvo de críticas e reclamações de consumidores há anos, e a medida do Ministério do Turismo é vista como uma tentativa de proteger os consumidores e garantir a integridade do setor turístico.

A prisão do ex-CEO também levanta questões sobre a responsabilidade dos dirigentes de empresas em relação às ações criminosas. A decisão do juízo de converter a prisão em flagrante em preventiva é um sinal de que a justiça está determinada a punir aqueles que cometem crimes, independentemente de sua posição ou status.

Em resumo, a prisão do ex-CEO da Hurb e o cancelamento do cadastro da empresa são resultado de uma série de problemas e irregularidades que têm afetado a confiança dos consumidores e a integridade do setor turístico. A medida do Ministério do Turismo é vista como necessária para proteger os consumidores e garantir a legalidade e a transparência das empresas que atuam no setor.

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