O dólar comercial fechou o dia desta segunda-feira (13) em queda, cotado a R$ 5,66, após a suspensão das tarifas de importação sobre os produtos brasileiros e argentinos anunciada pelo governo dos Estados Unidos.

A queda foi de 0,9% em relação ao fechamento da véspera, quando a moeda estava cotada a R$ 5,71. A média do dia seguiu em alta, de 0,51%, a R$ 5,68.

A medida provisória foi adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta às medidas de compensação sugeridas pelo Brasil e pela Argentina. Os dois países se comprometeram a cumprir com os compromissos internacionais sobre política cambial.

A decisão foi recebida com otimismo pelo governo brasileiro, que vê a suspensão das tarifas como uma vitória importante. "Essa é uma decisão muito positiva, que mostra que o diálogo e a cooperação podem levar a resultados positivos", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O mercado também recebeu a notícia com otimismo, com o dólar comercial caindo em relação ao real. "A suspensão das tarifas foi um divisor de águas para o mercado", disse o economista-chefe da XP Investimentos, André Perfeito. "Isso mostra que o governo brasileiro está disposto a negociar e encontrar soluções para os problemas comerciais".

A queda do dólar também foi influenciada pela expectativa de que a economia brasileira possa se beneficiar da decisão. "A suspensão das tarifas pode ajudar a aumentar as exportações brasileiras e melhorar a balança comercial do país", disse o economista da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro.

No entanto, é importante notar que a decisão de Trump é provisória e pode ser revogada a qualquer momento. Além disso, a situação econômica global ainda é incerta, e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China continua a ser uma ameaça para a economia mundial.

Em resumo, a suspensão das tarifas de importação sobre os produtos brasileiros e argentinos anunciada pelo governo dos Estados Unidos foi bem recebida pelo governo e pelo mercado, e pode ter um impacto positivo na economia brasileira. No entanto, é importante manter a cautela e monitorar a situação econômica global, já que a decisão é provisória e pode ser revogada a qualquer momento.

Principais pontos da notícia:

  • O dólar comercial fechou o dia em queda, cotado a R$ 5,66, após a suspensão das tarifas de importação sobre os produtos brasileiros e argentinos anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
  • A medida provisória foi adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta às medidas de compensação sugeridas pelo Brasil e pela Argentina.
  • A decisão foi recebida com otimismo pelo governo brasileiro e pelo mercado, com o dólar comercial caindo em relação ao real.
  • A suspensão das tarifas pode ajudar a aumentar as exportações brasileiras e melhorar a balança comercial do país.
  • A decisão de Trump é provisória e pode ser revogada a qualquer momento.

O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia relativamente calmo na quinta-feira, 29 de maio, após a suspensão das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter neutralizado as incertezas em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Isso ocorreu apesar de fatores internos, como a taxa de desemprego e a decisão do Congresso sobre o IOF, terem exercido pressão sobre a bolsa e o dólar.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,666, com uma recuo de R$ 0,029 (-0,5%) em relação ao dia anterior. A cotação do dólar operou em baixa durante todo o dia, chegando a R$ 5,64 por volta das 12h, mas aproximou-se de R$ 5,67 no fim da tarde, após Trump conseguir uma liminar que restabelece o tarifaço comercial. Em termos semanais, o dólar subiu 0,35%, mas em maio, caiu 0,17%. No acumulado do ano, a divisa registrou uma queda de 8,3%.

O mercado de ações também teve um dia menos otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 138.534 pontos, com uma queda de 0,25%. O indicador chegou a registrar uma leve alta no meio da tarde, mas recuou após a liminar favorável a Trump. A suspensão das tarifas comerciais impostas por Trump foi um fator importante para a calma no mercado, pois reduziu as incertezas sobre o comércio internacional e os efeitos sobre a economia brasileira.

No entanto, a notícia da suspensão das tarifas comerciais foi rapidamente revertida por uma liminar da Corte de Apelações dos Estados Unidos, que reinstituiu as tarifas de Trump enquanto o caso não tem o mérito julgado. A Casa Branca pretende recorrer à Corte Suprema caso as sobretaxas sejam derrubadas. Isso gerou um clima de incerteza no mercado, mas a queda do dólar e a estabilidade da bolsa no Brasil indicam que os investidores estão mais focados em fatores internos, como a taxa de desemprego e a decisão do Congresso sobre o IOF.

A taxa de desemprego no trimestre terminado em abril atingiu o menor nível desde 2012, o que pressionou a bolsa e levou a expectativa de que o Banco Central mantenha os juros altos por mais tempo que o previsto para desaquecer a economia. Além disso, a decisão do Congresso de dar dez dias para chegar a um acordo com o governo sobre medidas alternativas que substituam o aumento do IOF acirrou os receios sobre o desequilíbrio nas contas públicas. No entanto, o alívio no mercado internacional compensou as pressões sobre o dólar e a bolsa no Brasil.

Em resumo, o mercado financeiro brasileiro experimentou um dia calmo, apesar de fatores internos e externos terem exercido pressão sobre a bolsa e o dólar. A suspensão das tarifas comerciais impostas por Trump neutralizou as incertezas em torno do IOF e fez o mercado ter um dia menos turbulento. No entanto, a incerteza sobre o comércio internacional e os efeitos sobre a economia brasileira continua, e os investidores estarão atentos às próximas decisões do governo e do Congresso sobre o IOF e outras medidas econômicas.

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