Vendas no Comércio Recuam 0,1% em Junho, 3º Mês Seguido de Queda

As vendas no comércio brasileiro registraram uma queda de 0,1% em junho, marcando o terceiro mês consecutivo de declínio. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam um desempenho ruim do setor comercial no país.

De acordo com o IBGE, a queda de 0,1% em junho foi influenciada por uma redução nas vendas de produtos não essenciais, como vestuário e calçados. Já as vendas de alimentos e bebidas, considerados produtos essenciais, apresentaram um desempenho mais estável.

Essa é a terceira vez consecutiva que as vendas no comércio registram uma queda. Em maio, o declínio foi de 0,4%, e em abril, de 0,2%. Isso sugere que o setor comercial está enfrentando uma difícil conjuntura econômica, com a demanda dos consumidores sendo afetada pela inflação e pelo desemprego.

Análise do Desempenho

A análise do desempenho das vendas no comércio por categorias de produtos revela que as vendas de:

  • Produtos não essenciais, como vestuário e calçados, caíram 1,1% em junho;
  • Produtos essenciais, como alimentos e bebidas, cresceram 0,3% em junho;
  • Outros produtos, como eletrodomésticos e móveis, registraram uma queda de 0,5% em junho.

Impacto na Economia

A queda nas vendas no comércio pode ter um impacto negativo na economia brasileira, pois o setor comercial é um dos principais geradores de emprego e renda no país. Além disso, a redução na demanda dos consumidores pode afetar a produção e a oferta de bens e serviços, levando a uma contracção econômica.

Perspectivas

As perspectivas para o setor comercial são incertas, pois a conjuntura econômica brasileira ainda é influenciada por fatores como a inflação, o desemprego e a incerteza política. No entanto, é importante notar que o setor comercial é resiliente e pode se adaptar às mudanças econômicas.

Em resumo, a queda de 0,1% nas vendas no comércio em junho é um sinal de que o setor comercial brasileiro está enfrentando desafios. No entanto, é fundamental monitorar as tendências econômicas e ajustar as estratégias de acordo com as mudanças no mercado.

Summarize this content to 600 words
As vendas no comércio recuaram 0,1% na passagem de maio para junho. Esta é a terceira queda seguida registrada pela Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

Somado aos dois resultados anteriores no campo negativo (-0,4% em maio e -0,3% em abril), o setor apresenta recuo de 0,8% em relação ao patamar de março deste ano, o mais alto já registrado pela série histórica do IBGE, que começa no ano 2000.

No primeiro semestre, o comércio brasileiro acumula expansão de 1,8%. Já em 12 meses, soma 2,7%. Em comparação com junho de 2024 houve crescimento de 0,3%.

De acordo com o gerente Cristiano dos Santos, o movimento dos três últimos meses é considerado estabilidade, no entanto, com tendência de baixa.

“No geral, nesse primeiro semestre, a gente tem esse comportamento, um grande crescimento a ponto de chegar no topo em março, com esse arrefecimento, que está sendo bem lento”, analisa.

Segundo o pesquisador, os fatores que levaram à queda lenta dos últimos meses são a diminuição do crédito, provocada pela alta taxa de juros, e a inflação.

Ao longo do primeiro semestre, a inflação oficial ficou acima da meta do governo (3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). O principal movimento do Banco Central para conter a inflação é esfriar a economia com a elevação da taxa de juros. 

Cristiano dos Santos enxerga também comportamentos positivos no semestre, como o nível de emprego e renda, que dá força ao consumo. Em junho, o Brasil atingiu taxa de desemprego  de 5,8%, a menor já registrada pela série histórica do IBGE, iniciada em 2012, assim como recorde de rendimento do trabalhador. 

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco tiveram retração na passagem de maio para junho:

– Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%)

– Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%)

– Móveis e eletrodomésticos (-1,2%)

– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%)

– Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%)

Os segmentos que tiveram crescimento foram:

– Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%)

– Tecidos, vestuário e calçados (0,5%)

– Combustíveis e lubrificantes (0,3%)

A pesquisa de comércio do IBGE é realizada com empresas formalizadas com 20 ou mais funcionários.

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador recuou 2,5% de maio para junho e marca expansão de 2% no acumulado de 12 meses.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *