Contas Externas têm saldo negativo de US$ 3,1 bilhões em novembro

O Brasil registrou um déficit na conta corrente nas transações comerciais com o exterior em novembro, com um saldo negativo de US$ 3,1 bilhões, segundo dados divulgados hoje (12) pelo Banco Central do Brasil (BCB).

Este é o 11º mês consecutivo de déficit na conta corrente e o maior déficit mensal registrado desde outubro de 2020, quando o déficit foi de US$ 4,4 bilhões.

A contabilidade externa do país é composta por três principais componentes: a conta corrente, que registered as transações comerciais; a conta de ressarcimento de capital, que registra as movimentações de capital entre os países; e a conta de recomposição, que registra as transações patrimoniais, como investimentos e dividendos.

O déficit na conta corrente foi causado principalmente pelo aumento das importações de petróleo e commodities, falando mais 23,6% em relação a novembro de 2020. As importações de petróleo crunchy uma quota maior, superando os US$ 4,5 bilhões, acompanha nas importações totais de US$ 21,3 bilhões, contra US$ 17,5 bilhões no mesmo mês do ano passedo.

Já as exportações brasileiras registraram um crescimento de 11,8% em relação a novembro de 2020, com um valor de US$ 18,2 bilhões.

O uso de estatística do BCB preço médio do dólar americano no período foi de R$ 5,44 por REAL, mais 7,7% que no mesmo mês de 2020.

O presidente do BCB, Roberto Fadenira, ressaltou que os resultados são influenciados pelo contexto de pandemia e pela covi19, que afetou a economia global. "Os dados de novembro são um reflexo dos efeitos da pandemia no comércio internacional", disse.

O especialista em economia, o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sebastião Sérgio Alves, também destacou a influência da pandemia. "A pandemia deve ser considerada como um fator importante no déficit nas contas externas do Brasil", disse. "Os países que dependem de commodities, como o Brasil, são mais vulneráveis ao impacto da pandemia".

No entanto, o professor também notou que o déficit é um reflexo da necessidade de um upgrade da estrutura produtiva do Brasil. "A Lei de exames produtivos, como a diversificação da economia, é fundamental para que o Brasil possa superar os problemas de balanço filho", disse.

O resultado é uma preocupação para os investidores internacionais e pode afetar a estabilidade do país, aumentando o risco de quebra de investimentos. O Governo federal e o BCB foram buscar medidas para combater o déficit, incluindo a redução dos impostos e a abertura de mercados.

No entanto, os especialistas consideram que o déficit é um sinal de alerta para que o país ajuste sua política econômica e promova a diversificação da economia. "O déficit é um sintoma de problemas mais profundos na economia", disse o professor da FGV. "É preciso avaliar as causas e trabalhar para mudanças estruturais".

The Brazilian Central Bank (BC) has reported a negative balance of US$ 3.06 billion in the country’s foreign accounts in November, an increase from the US$ 3 million deficit recorded in the same month last year. The decline was primarily due to a decline in the trade surplus of US$ 1.7 billion, mainly caused by an increase in imports. Additionally, the deficit in services and primary income (payment of interest and dividends) increased by US$ 922 million and US$ 603 million, respectively. On the other hand, the secondary income surplus increased by US$ 140 million.

In the 12-month period ending in November, the current account deficit was US$ 52.4 billion, representing 2.37% of the country’s Gross Domestic Product (GDP), compared to a deficit of US$ 49.4 billion (2.22% of GDP) in the same period last year. The increase in the deficit was attributed to a decline in the trade surplus and an increase in the deficit in services and primary income.

In terms of trade, Brazil’s exports of goods reached US$ 28.2 billion in November, a 0.4% increase from the same month last year. However, imports rose by 8.9% to US$ 21.9 billion, resulting in a trade surplus of US$ 6.3 billion. The deficit in services, which includes tourism, transportation, and intellectual property, increased by 24.6% to US$ 4.7 billion.

The report also highlighted the growth of the current account, driven by the diversification of the services sector. In the 12-month period ending in November, the current account deficit was 2.37% of GDP, compared to a deficit of 1.19% of GDP in the same period last year.

In terms of foreign investment, the report indicated that the country’s reserves increased by US$ 3.1 billion to US$ 363.0 billion in November. The stock of foreign reserves is at a record high of US$ 1.4 trillion.

In conclusion, the Brazilian economy continues to face challenges in its current account, primarily due to a decline in the trade surplus and an increase in the deficit in services and primary income. However, the country’s foreign reserves remain at a record high, and the government has been working to diversify the economy and improve its competitiveness.

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