Custo da Cesta Básica Ideal para uma Pessoa Chega a R$ 432 em Abril

O custo da cesta básica ideal para uma pessoa solitudeira atingiu o valor de R$ 432 em abril, de acordo com dados divulgados recentemente. Esse valor representa o que uma pessoa precisaria gastar para adquirir todos os itens essenciais para uma alimentação saudável e equilibrada por um mês.

A cesta básica ideal é um conceito utilizado para medir o custo mínimo necessário para que uma pessoa tenha acesso a uma alimentação adequada, considerando os principais produtos alimentícios que devem estar presentes na dieta diária. O cálculo é feito com base em uma lista de itens que inclui cereais, tubérculos, frutas, legumes, proteínas, laticínios e outros alimentos fundamentais.

O aumento no custo da cesta básica é um reflexo da inflação e do aumento dos preços dos alimentos nos supermercados. Alguns dos principais itens que contribuíram para esse aumento foram:

  • Aumento dos preços dos cereais: O preço do arroz, feijão e outros cereais aumentou significativamente em abril, devido à escassez e ao aumento da demanda.
  • Elevação dos preços das frutas e legumes: A estação do ano e a escassez de certos produtos frescos contribuíram para o aumento dos preços das frutas e legumes.
  • Aumento dos preços das proteínas: O preço da carne, do peixe e dos ovos também aumentou, devido ao aumento da demanda e à escassez de certos produtos.

É importante ressaltar que o custo da cesta básica pode variar de acordo com a região, o tamanho da família e as preferências alimentares. Além disso, é fundamental lembrar que o acesso a uma alimentação saudável e equilibrada é um direito fundamental e que é preciso buscar formas de torná-la mais acessível para todos.

Para reduzir os gastos com alimentação, é possível adotar algumas estratégias, como:

  • Planejar as refeições e fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado;
  • Comprar produtos em temporada e aproveitar as ofertas e descontos;
  • Preparar refeições em casa em vez de comprar alimentos prontos ou fast-food;
  • Consumir alimentos mais básicos e menos processados, que geralmente são mais baratos e nutritivos.

Em resumo, o custo da cesta básica ideal para uma pessoa sola atingiu R$ 432 em abril, refletindo o aumento dos preços dos alimentos e a escassez de certos produtos. É fundamental buscar formas de tornar a alimentação saudável e equilibrada mais acessível para todos, adotando estratégias de planejamento e economia.

O Instituto Pacto Contra a Fome divulgou um levantamento que mostra que a cesta básica ideal para uma alimentação saudável no Brasil custa R$ 432 por pessoa em abril deste ano. Isso representa 21,4% da renda média per capita dos brasileiros, que é de R$ 2.020, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esses dados constam na edição de maio do Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação dos Alimentos, que também revelou que mais de 70% da população brasileira não tem renda suficiente para arcar com os custos dessa alimentação adequada e com as demais despesas. Além disso, mais de 10% da população vive com uma renda inferior ao valor total da cesta, o que equivale a cerca de 21,7 milhões de pessoas.

O gerente de Inteligência Estratégica do Pacto Contra a Fome, Ricardo Mota, afirmou que “essa estimativa revela que, mesmo sendo um direito garantido, a alimentação adequada está fora do alcance da maioria da população”. Ele destaca a importância de políticas públicas efetivas e baseadas em evidências para enfrentar a insegurança alimentar.

Para calcular o custo da cesta ideal, o instituto usou como base a cesta do Núcleo de Epidemiologia e Biologia da Nutrição (NEBIN) da Universidade de São Paulo (USP), que é composta por alimentos in natura e minimamente processados, alinhada ao Guia Alimentar para a População Brasileira e à Comissão EAT-Lancet.

A inflação também é um fator importante nesse contexto. Segundo o boletim, o impacto da inflação alimentar é até 2,5 vezes maior para famílias vulneráveis do que para as de alta renda. Em abril, o grupo de Alimentação e Bebidas subiu 0,82%, com destaque para a alta expressiva nos preços da batata (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%). Esses alimentos lideraram o impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,43% no mesmo mês.

Embora haja queda em produtos como arroz (-4,19%), mamão (-5,96%) e feijão preto (-5,45%), a pressão inflacionária continua concentrada em itens essenciais e in natura, sensíveis a variações climáticas e sazonais. Isso reforça o peso desproporcional da inflação de alimentos sobre o custo de vida das famílias, principalmente as de menor renda.

Em resumo, o levantamento do Instituto Pacto Contra a Fome mostra que a cesta básica ideal para uma alimentação saudável é inacessível para a maioria da população brasileira, que não tem renda suficiente para arcar com os custos. A inflação alimentar é um fator importante nesse contexto, com impacto desproporcional sobre as famílias de menor renda. É fundamental que sejam implementadas políticas públicas efetivas e baseadas em evidências para enfrentar a insegurança alimentar e garantir o direito à alimentação adequada para todos.

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