Desemprego recua para 5,6%, a menor taxa desde 2012, mostra IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente os dados sobre a taxa de desemprego no Brasil, e os números são animadores. A taxa de desemprego no país recuou para 5,6% no trimestre encerrado em janeiro, atingindo o menor nível desde 2012.

Essa redução significativa na taxa de desemprego é um sinal de que a economia brasileira está em processo de recuperação, após um período de crise que afetou fortemente o mercado de trabalho. A taxa de desemprego havia atingido um pico de 13,7% em março de 2017, durante a crise econômica que afetou o país.

De acordo com o IBGE, a redução da taxa de desemprego foi impulsionada pela criação de novos postos de trabalho, especialmente nos setores de serviços e construção civil. Além disso, a estabilidade econômica e a melhoria da confiança dos empresários e consumidores também contribuíram para a redução da taxa de desemprego.

A taxa de desemprego de 5,6% é a menor registrada desde o trimestre encerrado em outubro de 2012, quando foi de 5,4%. Isso significa que cerca de 1,4 milhão de pessoas deixaram de estar desempregadas em relação ao trimestre anterior, totalizando 5,9 milhões de pessoas desempregadas no país.

Análise dos dados

Os dados divulgados pelo IBGE mostram que a redução da taxa de desemprego foi generalizada em todas as regiões do país. A Região Sul foi a que apresentou a maior redução, com uma taxa de desemprego de 4,2%, seguida pela Região Sudeste, com 5,3%.

Já a Região Nordeste, que historicamente apresenta as taxas de desemprego mais altas do país, viu sua taxa de desemprego reduzir para 7,1%. A Região Norte e a Região Centro-Oeste também apresentaram reduções significativas, com taxas de desemprego de 6,1% e 5,5%, respectivamente.

Perspectivas para o futuro

A redução da taxa de desemprego é um sinal positivo para a economia brasileira, e os especialistas acreditam que essa tendência deve se manter nos próximos meses. A melhoria da confiança dos empresários e consumidores, aliada à estabilidade econômica, deve contribuir para a criação de novos postos de trabalho e a redução da taxa de desemprego.

No entanto, é importante notar que a taxa de desemprego ainda é uma das principais preocupações dos brasileiros, e que muito ainda precisa ser feito para reduzir a desigualdade e a pobreza no país. Além disso, a crise econômica que afetou o país nos últimos anos deixou sequelas, e a recuperação ainda é lenta.

Conclusão

A redução da taxa de desemprego para 5,6% é um sinal de que a economia brasileira está em processo de recuperação. A criação de novos postos de trabalho, especialmente nos setores de serviços e construção civil, foi fundamental para a redução da taxa de desemprego. No entanto, é importante manter a cautela e continuar trabalhando para reduzir a desigualdade e a pobreza no país. Com a melhoria da confiança dos empresários e consumidores, e a estabilidade econômica, é provável que a taxa de desemprego continue a reduzir nos próximos meses.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados sobre a taxa de desemprego no Brasil para o trimestre encerrado em julho de 2025. De acordo com os dados, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012. No trimestre móvel anterior, a taxa era de 5,8%. Isso significa que o país tem o menor contingente de pessoas desocupadas desde o último trimestre de 2013, com 6,118 milhões de pessoas desocupadas.

O número de ocupados atingiu o recorde de 102,4 milhões, com um recorde também no número de trabalhadores com carteira assinada, 39,1 milhões. O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, manteve o percentual recorde de 58,8%. Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado do trimestre sustenta o bom momento do mercado de trabalho, que se mostra aquecido e resiliente.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O IBGE também faz um mapeamento das pessoas que estão fora da força de trabalho, que ficou em 65,6 milhões, estável ante o trimestre móvel anterior. A população desalentada, os que não procuraram emprego por achar que não conseguiriam vaga, recuou 11% no trimestre e alcançou 2,7 milhões de pessoas.

Kratochwill destaca que os indicadores mostram que as pessoas que deixaram a população desocupada estão realmente ingressando no mercado de trabalho, e não se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento. A ocupação no período de maio a julho foi puxada por três dos dez grupamentos pesquisados: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura; informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

A análise dos dados aponta que a taxa de informalidade chegou a 37,8%, a segunda menor já registrada. No entanto, o número de trabalhadores sem vínculo formal, ou seja, sem todas as garantias trabalhistas, ficou em 38,8 milhões, superando a do trimestre anterior. O analista do IBGE explica que o crescimento da parcela informal não teve significância estatística.

Em relação ao rendimento, o trabalhador no trimestre encerrado em julho ficou em R$ 3.484, o maior para o trimestre. A massa de rendimentos, que é o total de renda do conjunto dos trabalhadores, alcançou R$ 352,3 bilhões, ficando 2,5% acima do segundo trimestre. A data original de publicação da Pnad do trimestre encerrado em julho era 29 de agosto, mas o IBGE precisou atrasar a divulgação em 18 dias por problemas técnicos.

Em resumo, os dados divulgados pelo IBGE mostram que o mercado de trabalho no Brasil está aquecido e resiliente, com uma taxa de desemprego em 5,6%, a menor da série histórica. O número de ocupados atingiu o recorde de 102,4 milhões, e o nível de ocupação manteve o percentual recorde de 58,8%. Além disso, a taxa de informalidade ficou em 37,8%, a segunda menor já registrada. Esses dados indicam que o mercado de trabalho está em expansão e que as pessoas que deixaram a população desocupada estão realmente ingressando no mercado de trabalho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *