Fávaro vê sinais de que China pode regionalizar restrições a frango
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Luiz de Oliveira, mais conhecido como Fávaro, expressou ontem que há sinais de que a China está considerando regionalizar as restrições ao frango brasileiro. Essa medida pode ser um grande alívio para os produtores nacionais, que têm sofrido com as restrições impostas pelo país asiático devido à influenza aviária.
De acordo com Fávaro, a China está avaliando a possibilidade de dividir o Brasil em regiões, permitindo que as exportações de frango sejam retomadas em áreas onde a doença não foi detectada. Essa regionalização poderia ser uma solução para o problema, já que as restrições atuais afetam todo o país, independentemente da existência ou não de casos de influenza aviária em uma determinada região.
"Estamos trabalhando há meses para convencer a China a regionalizar as restrições", disse Fávaro. "É um processo demorado, mas acredito que podemos chegar a um acordo que beneficie ambos os lados".
A influenza aviária é uma doença que afeta as aves e pode ser transmitida aos seres humanos. Embora o risco de transmissão seja baixo, a doença pode ter consequências graves para a saúde pública e a economia. A China é um dos principais mercados para as exportações de frango brasileiro, e as restrições impostas pelo país têm afetado significativamente a indústria nacional.
A regionalização das restrições poderia ser uma solução para o problema, pois permitiria que as exportações sejam retomadas em regiões onde a doença não foi detectada. Além disso, isso também ajudaria a proteger a saúde pública, pois as restrições seriam aplicadas apenas em áreas onde há casos confirmados de influenza aviária.
"A regionalização é uma medida razoável e baseada em critérios científicos", disse Fávaro. "Acreditamos que essa seja a melhor solução para ambos os lados, pois permitirá que as exportações sejam retomadas de forma segura e responsável".
A expectativa é que as negociações com a China sejam concluídas em breve, e que as restrições sejam regionalizadas nos próximos meses. Isso poderia ser um grande alívio para os produtores nacionais, que têm sofrido com as restrições impostas pelo país asiático.
"Estamos otimistas em relação ao resultado das negociações", disse Fávaro. "Acreditamos que a regionalização das restrições será uma solução benéfica para todos os envolvidos, e que ajudará a fortalecer as relações comerciais entre o Brasil e a China".
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou recentemente que há indícios de que a China possa decidir regionalizar as restrições ao comércio de carne de frango com o Brasil. Isso ocorre após a detecção de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, Rio Grande do Sul, o que levou a China a suspender temporariamente a compra de carne de frango de todas as regiões do país.
No entanto, é importante notar que, de acordo com o ministro, ainda é cedo para assertar que a China irá adotar essa medida. A regionalização significa que as restrições de comércio seriam aplicadas apenas à região próxima ao local do foco da gripe aviária, em vez de abranger todo o país. Esse é um desenvolvimento crucial para o setor avícola brasileiro, dado o significativo volume de exportações de carne de frango para o mercado chinês.
O ministro Carlos Fávaro chamou a atenção para o fato de que o caso de gripe aviária em Montenegro é recente, tendo sido confirmado há apenas alguns dias. Além disso, o período de incubação do vírus da gripe aviária é de 28 dias, o que significa que somente após essa janela de tempo é possível determinar se o foco da doença foi efetivamente controlado. Se não houver novos casos de gripe aviária após esse período, o local é considerado livre da doença, o que poderia abrir caminho para negociações com a China sobre a regionalização das restrições comerciais.
O ministro também fez referência a um caso anterior, quando a doença de Newcastle foi detectada em uma granja no Rio Grande do Sul em 2024. Naquela ocasião, a China optou por regionalizar as restrições, aplicando medidas apenas à região afetada, em vez de impor uma proibição mais ampla. Fávaro expressou otimismo de que um desfecho similar possa ocorrer no caso atual, com a China considerando a regionalização das restrições à importação de carne de frango do Brasil.
Para que isso aconteça, é fundamental que os casos de gripe aviária sejam monitorados de perto e que não haja novos focos da doença. Se o Brasil conseguir demonstrar que o surto está sob controle e que as medidas de biossegurança estão sendo eficazmente implementadas, isso poderia fortalecer o argumento para a regionalização das restrições comerciais.
A possibilidade de regionalização é um desenvolvimento importante para o setor agropecuário brasileiro, especialmente em um momento em que a economia do país busca diversificar suas exportações e manter um fluxo constante de receita. A carne de frango é um dos principais produtos de exportação do Brasil, e a manutenção do acesso a mercados importantes como o chinês é crucial para a saúde econômica do setor.
Em resumo, embora ainda seja prematuro afirmar com certeza se a China adotará a regionalização das restrições ao comércio de carne de frango, os indícios apontam para uma possibilidade positiva. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está otimista, mas também cauteloso, enfatizando a importância de monitorar de perto a evolução do caso e a necessidade de demonstrar que o Brasil está comprometido em controlar a gripe aviária e manter altos padrões de biossegurança.
