Fazendeiro Planeja Criar “Universidade do Búfalo” na Ilha de Marajó
A Ilha de Marajó, localizada no estado do Pará, Norte do Brasil, é conhecida por sua rica biodiversidade e vastas áreas de pastagem. Recentemente, um fazendeiro da região anunciou planos para criar uma “Universidade do Búfalo” na ilha, com o objetivo de promover a educação e a pesquisa sobre a criação de búfalos.
O projeto, que ainda está em fase de desenvolvimento, visa criar um centro de excelência para a formação de profissionais e a realização de pesquisas sobre a criação de búfalos. A “Universidade do Búfalo” pretende oferecer cursos de graduação e pós-graduação em áreas como zootecnia, agronomia e veterinária, com foco específico na criação de búfalos.
De acordo com o fazendeiro, a ideia de criar a “Universidade do Búfalo” surgiu da necessidade de oportunizar a formação de profissionais qualificados para atuar na criação de búfalos, que é uma atividade econômica importante na região. Além disso, a universidade também pretende desenvolver pesquisas e projetos que visem melhorar a produtividade e a sustentabilidade da criação de búfalos na Ilha de Marajó.
Objetivos da “Universidade do Búfalo”
Os principais objetivos da “Universidade do Búfalo” são:
- Formar profissionais qualificados para atuar na criação de búfalos;
- Realizar pesquisas e desenvolver projetos para melhorar a produtividade e a sustentabilidade da criação de búfalos;
- Promover a transferência de tecnologia e conhecimento para os fazendeiros e comunidades locais;
- Contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região.
Infraestrutura e Recursos
A “Universidade do Búfalo” pretende contar com uma infraestrutura moderna e equipada, incluindo laboratórios, salas de aula, biblioteca e áreas de pastagem para a criação de búfalos. Além disso, a universidade também contará com uma equipe de professores e pesquisadores qualificados, que terão como objetivo desenvolver projetos e pesquisas de alta qualidade.
Perspectivas para o Futuro
A criação da “Universidade do Búfalo” na Ilha de Marajó é um projeto ambicioso que pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da região. Com a formação de profissionais qualificados e a realização de pesquisas e projetos inovadores, a universidade pode ajudar a impulsionar a criação de búfalos na Ilha de Marajó, gerando empregos e renda para as comunidades locais.
Além disso, a “Universidade do Búfalo” também pode se tornar um centro de referência para a criação de búfalos em todo o Brasil, atraindo estudantes e pesquisadores de outras regiões e contribuindo para a troca de conhecimentos e experiências.
Em resumo, a criação da “Universidade do Búfalo” na Ilha de Marajó é um projeto que pode trazer benefícios significativos para a região, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social e promovendo a educação e a pesquisa sobre a criação de búfalos.
No município de Soure, na Ilha de Marajó, as crianças se divertem nadando com búfalos em áreas alagadas. Essa cena é comum na região, onde o búfalo é o principal símbolo e tem um grande rebanho, estimado em entre 650 mil e 800 mil animais. A maior parte desses animais está nos municípios de Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. Eles são usados para transporte, policiamento, gastronomia e até mesmo como atração turística.
A família proprietária da Fazenda e Empório Mironga planeja criar uma “universidade do búfalo”, o Centro de Estudos da Bubalinocultura, que seria o primeiro no país dedicado à pesquisa sobre genética, manejo e aproveitamento integral do mamífero. O fazendeiro Carlos Augusto Gouvêa, conhecido como Tonga, destaca a importância de estudar e melhorar a raça, bem como agregar valor ao leite, couro e carne do búfalo.
Enquanto o projeto não sai do papel, a família organiza a “Vivência Mironga”, um turismo pedagógico que permite aos visitantes conhecerem o cotidiano da propriedade, a produção do queijo artesanal de leite de búfala e as práticas agroecológicas. A fazenda produz queijos de alta qualidade e promove o turismo de experiência com o animal símbolo da Ilha de Marajó.
O queijo do Marajó tem origem secular e é feito a partir de leite cru, com técnicas passadas de geração em geração. A luta pela legalização dessa produção foi longa e contou com a participação ativa da família, que ajudou a construir legislação sanitária específica para o queijo artesanal. Em 2013, a queijaria da Mironga foi a primeira a obter inspeção oficial e, anos depois, o produto recebeu a Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Além disso, o Café Dona Bila, em Soure, se tornou um ponto de encontro entre a memória afetiva e a gastronomia regional. A empreendedora Lana Correia uniu a culinária nordestina com ingredientes típicos do Pará, como o queijo marajoara e a carne de búfalo. O ambiente acolhedor e o cardápio cheio de referências familiares conquistaram moradores e turistas.
No entanto, a produção e consumo dos derivados do búfalo têm desafios ambientais para enfrentar. A redução da emissão de gases do efeito estufa é o tema principal da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém em novembro. O último levantamento do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) indica a pecuária como segunda maior emissora do país, atrás apenas das mudanças de uso da terra.
Os bovinos, categoria dos quais o búfalo faz parte, foram responsáveis por emitir 405 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MTCO2e) em 2023. Isso ocorre pela liberação do gás metano (CH4) durante o processo de digestão do animal. Talvez seja esse um dos principais quebra-cabeças a serem estudados pelo futuro Centro de Estudos da Bubalinocultura.
Em resumo, a Ilha de Marajó é um local onde a cultura e a economia estão intimamente ligadas ao búfalo. A região tem um grande rebanho e uma rica gastronomia baseada nos derivados do búfalo. No entanto, a produção e consumo desses derivados também têm desafios ambientais para enfrentar, e a redução da emissão de gases do efeito estufa é um tema importante a ser abordado. O futuro Centro de Estudos da Bubalinocultura pode ser uma resposta a esses desafios, promovendo a pesquisa e o desenvolvimento sustentável da bubalinocultura na região.
