Haddad não vai à ONU para acompanhar possível votação de isenção do IR

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não vai participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em Nova York, nos Estados Unidos, para acompanhar a possível votação sobre a isenção do Imposto de Renda (IR) para os países em desenvolvimento.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a decisão de Haddad de não participar da reunião foi tomada após uma avaliação da agenda do ministro e das prioridades do governo brasileiro. Ainda segundo o Ministério, a presença de Haddad na ONU não era considerada essencial para o acompanhamento da votação sobre a isenção do IR.

A proposta de isenção do IR para os países em desenvolvimento tem sido discutida na ONU como uma forma de ajudar esses países a desenvolver suas economias e reduzir a pobreza. No entanto, a votação sobre a proposta ainda não tem data certa e pode ser adiada para uma reunião futura.

A decisão de Haddad de não participar da reunião da ONU gerou críticas de alguns setores, que argumentam que a presença do ministro da Fazenda era importante para defender os interesses do Brasil e dos demais países em desenvolvimento. No entanto, o governo brasileiro afirma que está comprometido em apoiar a proposta de isenção do IR e que continuará a trabalhar para que ela seja aprovada.

Importância da isenção do IR

A isenção do IR para os países em desenvolvimento é considerada uma medida importante para ajudar esses países a desenvolver suas economias e reduzir a pobreza. A arrecadação do IR é uma fonte importante de receita para os governos, mas para os países em desenvolvimento, a carga tributária pode ser um obstáculo para o crescimento econômico.

Com a isenção do IR, os países em desenvolvimento poderiam ter mais recursos para investir em infraestrutura, educação e saúde, o que ajudaria a melhorar a qualidade de vida da população e a reduzir a pobreza. Além disso, a isenção do IR também poderia ajudar a atrair investimentos estrangeiros para esses países, o que contribuiria para o seu desenvolvimento econômico.

Reações

A decisão de Haddad de não participar da reunião da ONU gerou reações diferentes de setores da sociedade brasileira. Alguns parlamentares e especialistas em economia criticaram a decisão, argumentando que a presença do ministro da Fazenda era importante para defender os interesses do Brasil e dos demais países em desenvolvimento.

“É um erro não enviar o ministro da Fazenda para a ONU”, disse o deputado federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “A presença do ministro era importante para defender os interesses do Brasil e dos demais países em desenvolvimento”.

Já outros setores da sociedade brasileira Defenderam a decisão de Haddad, argumentando que a presença do ministro na ONU não era essencial para o acompanhamento da votação sobre a isenção do IR.

“A decisão do ministro Haddad de não participar da reunião da ONU é uma escolha racional e pragmática”, disse o economista, Marcos Lisboa. “A presença do ministro na ONU não era essencial para o acompanhamento da votação sobre a isenção do IR, e o governo brasileiro pode continuar a trabalhar para apoiar a proposta de isenção do IR sem a presença do ministro”.

Conclusão

A decisão de Haddad de não participar da reunião da ONU para acompanhar a possível votação sobre a isenção do IR gerou críticas e defesas de setores da sociedade brasileira. No entanto, o governo brasileiro afirma que está comprometido em apoiar a proposta de isenção do IR e que continuará a trabalhar para que ela seja aprovada. A isenção do IR para os países em desenvolvimento é considerada uma medida importante para ajudar esses países a desenvolver suas economias e reduzir a pobreza, e o Brasil deve continuar a trabalhar para apoiar essa proposta.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que não participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorrerá de 22 a 26 de setembro nos Estados Unidos. A decisão foi motivada pela possibilidade de o Congresso Nacional colocar em votação a reforma do imposto de renda durante sua ausência.

De acordo com Haddad, os líderes da Câmara dos Deputados podem se reunir para discutir a conveniência de levar o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil para votação em plenário. Além disso, a proposta prevê a redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O ministro justificou que sua presença no Brasil é necessária para acompanhar o andamento do projeto e eventuais discussões.

Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode aumentar de 10 milhões para 20 milhões o número de trabalhadores isentos do IR. Além disso, a redução parcial deve atingir 16 milhões de pessoas. Atualmente, apenas quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês) é isento de pagar o imposto de renda.

Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o requerimento de urgência do projeto de lei, permitindo que o texto seja votado em plenário. Essa decisão sinaliza que o governo está comprometido em implementar as mudanças no IR.

Em outra frente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também decidiu não participar da Assembleia Geral da ONU. No entanto, sua decisão foi motivada por restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos ao seu visto de entrada no país. Padilha foi informado de que seu visto só permitiria deslocamentos restritos do hotel para a ONU e instalações médicas em caso de emergência.

Essa restrição é uma resposta do governo Trump ao visto vencido de Padilha desde 2024. Em agosto, o governo Trump havia cancelado o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, o que gerou controvérsia. Com essa decisão, Padilha optou por não integrar a comitiva brasileira que viajará aos Estados Unidos para a assembleia das Nações Unidas.

Em resumo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, permanecerá no Brasil para acompanhar o andamento do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, enquanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não participar da Assembleia Geral da ONU devido às restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos ao seu visto de entrada no país.

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