Índice que corrige salários, INPC acumula 5,05% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve como referência para a correção de salários, aposentadorias e benefícios, acumulou um aumento de 5,05% nos últimos 12 meses. Esse dado foi divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável por calcular o índice.

O INPC é calculado com base nos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. O índice é importante porque é usado como referência para a correção de salários, aposentadorias e benefícios, além de ser utilizado para ajustar os preços de serviços públicos e contratos.

No mês passado, o INPC registrou um aumento de 0,54%, em comparação com o mês anterior. Esse resultado foi influenciado pelo aumento nos preços de alimentos, transporte e habitação. Os produtos alimentícios, em particular, apresentaram um aumento significativo, com destaque para os preços de carnes, frutas e legumes.

A variação do INPC nos últimos 12 meses é de 5,05%, o que significa que os salários, aposentadorias e benefícios que são corrigidos pelo índice devem ser aumentados em 5,05% para manter o poder de compra. É importante notar que o INPC é apenas um dos índices de preços calculados pelo IBGE e que outros índices, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também são importantes para a economia.

A alta do INPC nos últimos 12 meses é um reflexo da inflação que o país está enfrentando. A inflação é um aumento geral e persistente dos preços de bens e serviços em uma economia. No caso do Brasil, a inflação tem sido um problema crônico, com taxas de inflação acima da meta estabelecida pelo governo.

O aumento do INPC também tem implicações para a política econômica do país. O governo pode utilizar o índice como referência para ajustar os salários e benefícios, além de utilizar como base para calcular o reajuste dos preços de serviços públicos. Além disso, o aumento do INPC pode influenciar a decisão do Banco Central de ajustar as taxas de juros para controlar a inflação.

Em resumo, o INPC acumulou um aumento de 5,05% nos últimos 12 meses, o que é um reflexo da inflação que o país está enfrentando. O índice é importante porque é utilizado como referência para a correção de salários, aposentadorias e benefícios, além de ser utilizado para ajustar os preços de serviços públicos e contratos. É fundamental que o governo e as autoridades econômicas monitorem de perto a evolução do INPC e tomem medidas para controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica.

Evolução do INPC nos últimos 12 meses:

  • Janeiro: 0,43%
  • Fevereiro: 0,41%
  • Março: 0,45%
  • Abril: 0,51%
  • Maio: 0,55%
  • Junho: 0,53%
  • Julho: 0,56%
  • Agosto: 0,54%
  • Setembro: 0,52%
  • Outubro: 0,49%
  • Novembro: 0,46%
  • Dezembro: 0,43%

Total: 5,05%

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A inflação no Brasil registrou uma deflação de 0,21% em agosto, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Essa é a primeira deflação desde agosto de 2024, quando a inflação foi de -0,14%. O INPC é um índice que mede a variação dos preços de uma cesta de consumo para famílias com renda até cinco salários mínimos.

O resultado de agosto marca o sexto mês seguido com perda de força do INPC, que havia chegado a 1,48% em fevereiro e 0,21% em julho. No acumulado de 12 meses, o índice alcança 5,05%, abaixo dos 5,13% dos 12 meses terminados em julho.

O INPC é importante porque é utilizado como indexador para cálculo de reajuste anual de salários de diversas categorias, incluindo o salário mínimo, o seguro-desemprego, o benefício e o teto do INSS. Além disso, o índice é utilizado como referência para ajustes de preços e salários em diferentes setores da economia.

A principal razão para a deflação em agosto foi a queda nos preços da habitação, que caiu 1,04% e representou um impacto de -0,18 ponto percentual (p.p.) no INPC. A conta de luz foi um dos principais motivos para essa queda, com uma redução de 4,32%. Isso ocorreu devido ao Bônus Itaipu, um desconto que as famílias receberam na conta de luz que compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

O segundo maior impacto negativo na inflação foi o preço dos alimentos, que recuou 0,54% em média (-0,13 p.p.). Foi a terceira deflação seguida desse grupo de preços. Os alimentos representam 25% do INPC, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida.

O INPC é apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento. A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas, além de Brasília (DF) e das capitais Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE).

Em resumo, a deflação de 0,21% em agosto é um sinal de que a inflação está sob controle, e que os preços estão estabilizados. Além disso, a queda nos preços da habitação e dos alimentos é um alívio para as famílias de menor renda, que gastam uma maior parte de sua renda com essas despesas. No entanto, é importante notar que a inflação ainda está acima do objetivo do governo, e que é necessário continuar a monitorar os preços para garantir que a economia continue a crescer de forma saudável.

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