Leilão da ANP tem 34 blocos arrematados, 19 na Foz do Amazonas

O leilão de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ontem, teve um resultado bem-sucedido, com 34 blocos arrematados por empresas petrolíferas. O destaque do leilão foi a região da Foz do Amazonas, que concentrou 19 dos blocos arrematados.

O leilão foi realizado no Rio de Janeiro e contou com a participação de grandes empresas petrolíferas, como Petrobras, ExxonMobil, Shell e Total, além de empresas menores e startups. Os blocos foram ofertados em quatro áreas: Foz do Amazonas, Parcel de Amapá, Ceará e Potiguar.

A região da Foz do Amazonas foi a mais disputada, com 19 blocos arrematados por empresas como a Petrobras, ExxonMobil e Total. A região é considerada uma das mais promissoras para a exploração de petróleo e gás natural no Brasil, devido à presença de grandes reservas de hidrocarbonetos.

"O resultado do leilão foi extremamente positivo, com uma grande demanda por blocos em todas as áreas ofertadas", disse o diretor-geral da ANP, Magda Chambriard. "A região da Foz do Amazonas foi a mais disputada, o que demonstra a confiança das empresas petrolíferas na potencialidade da área".

A Petrobras foi a empresa que mais arrematou blocos, com um total de 14 blocos, seguida pela ExxonMobil, com 6 blocos, e pela Shell, com 4 blocos. A Total arrematou 3 blocos, enquanto empresas menores e startups arremataram os demais blocos.

O leilão também teve um impacto significativo na arrecadação de recursos para o governo brasileiro. A ANP estima que os blocos arrematados gerarão cerca de R$ 10 bilhões em receitas para o governo nos próximos anos.

"O leilão foi um sucesso e demonstra a importância do setor de petróleo e gás natural para a economia brasileira", disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. "Vamos continuar trabalhando para atrair investimentos para o setor e garantir a segurança energética do país".

Com o resultado do leilão, a ANP espera que as empresas petrolíferas comecem a explorar os blocos arrematados nos próximos anos, o que deve gerar empregos e receitas para a região. Além disso, a agência espera que o leilão ajude a impulsionar a produção de petróleo e gás natural no Brasil, que tem sido uma das principais fontes de receita para o governo nos últimos anos.

O leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado na terça-feira, 17 de outubro, arrematou 34 blocos de exploração de petróleo nas bacias do Parecis, Foz do Amazonas, Santos e Pelotas. Essas áreas somam 28.359,55 quilômetros quadrados, e foram adquiridas por nove empresas vencedoras, sendo duas nacionais e sete estrangeiras, que desembolsaram mais de R$ 989 milhões. Além disso, a previsão de investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 1,45 bilhão.

A Petrobras foi uma das principais empresas a adquirir blocos, comprando dez na Bacia Foz do Amazonas e três na Bacia de Pelotas, com um desembolso total de R$ 139 milhões. A diretora-geral interina da ANP, Patricia Baran, destacou os resultados obtidos na chamada Margem Equatorial, onde houve um ágio de quase 3.000% em áreas e concorrência em 7 dos 19 blocos arrematados. Ela enfatizou que este foi o primeiro leilão em que áreas dessa região foram ofertadas na modalidade de oferta permanente.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a inclusão de áreas da Margem Equatorial, da Bacia do Parecis e da Bacia de Pelotas faz parte de uma estratégia para distribuir de forma mais equilibrada a receita do setor de petróleo e gás. Ele destacou a importância de levar a riqueza do petróleo para todas as regiões do Brasil, garantindo responsabilidade, inclusão social, compromisso ambiental e geração de empregos de qualidade.

No entanto, o leilão também foi marcado por protestos de lideranças indígenas, quilombolas, pescadores e ambientalistas. O povo Tapayuna, de Mato Grosso, organizou uma manifestação em frente ao hotel onde foi realizado o leilão, alegando que a exploração de petróleo representaria um ataque aos povos tradicionais e um impacto negativo em seus territórios sagrados.

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) emitiu uma nota de repúdio ao leilão, especialmente em relação ao Bloco 59, na costa do Amapá, próximo a territórios quilombolas. A Conaq denunciou a ausência de diálogo com as comunidades afetadas e a priorização de interesses econômicos em detrimento da segurança e do bem-estar das populações locais.

Além disso, pescadores e membros do Instituto Arayara realizaram um protesto na baía de Guanabara, defendendo a interrupção do leilão devido aos riscos ambientais associados à exploração de petróleo. O especialista em conservação e líder de transição energética do WWF-Brasil, Ricardo Fujii, criticou as autoridades e as petroleiras por ignorarem alertas científicos e riscos socioambientais, colocando em risco o futuro climático do Brasil e do planeta.

Em resumo, o leilão de exploração de petróleo realizado pela ANP foi marcado por resultados financeiros significativos, mas também por protestos e críticas de comunidades afetadas e ambientalistas. A exploração de petróleo em regiões sensíveis e a priorização de interesses econômicos sobre a segurança e o bem-estar das populações locais são questões que devem ser debatidas e avaliadas com cuidado, considerando os impactos ambientais, sociais e econômicos a longo prazo.

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