Preço da Cesta Básica Cai em 22 Capitais Brasileiras em Setembro
O preço da cesta básica, um conjunto de produtos essenciais para a sobrevivência da população, registrou uma queda em 22 das 27 capitais brasileiras em setembro, de acordo com um levantamento recente. Essa redução é um sinal positivo para a economia do país, que vem enfrentando desafios nos últimos anos.
A cesta básica é composta por uma variedade de itens, incluindo alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza, que são fundamentais para o dia a dia das famílias. O preço desses itens é um indicador importante da inflação e do poder de compra da população.
De acordo com o levantamento, as cidades que registraram a maior queda no preço da cesta básica foram Salvador, Fortaleza e Recife, com reduções de 4,3%, 3,9% e 3,6%, respectivamente. Já as cidades que tiveram aumento no preço da cesta básica foram Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, com aumentos de 1,2%, 1,1% e 0,9%, respectivamente.
A queda no preço da cesta básica em setembro pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a redução dos preços dos alimentos, que são um dos principais componentes da cesta básica. Além disso, a política monetária do governo, que inclui a redução das taxas de juros, também pode ter contribuído para a redução da inflação e, consequentemente, do preço da cesta básica.
A redução do preço da cesta básica é um alívio para as famílias brasileiras, que vêm enfrentando dificuldades financeiras nos últimos anos. Além disso, essa queda também pode ter um impacto positivo na economia do país, pois pode aumentar o poder de compra da população e estimular o consumo.
No entanto, é importante notar que a queda no preço da cesta básica em setembro não significa que a inflação esteja sob controle. Ainda há muitos desafios a serem superados, e o governo precisa continuar trabalhando para reduzir a inflação e melhorar a economia do país.
Tabela de Preços da Cesta Básica em Setembro
| Cidade | Preço da Cesta Básica em Agosto | Preço da Cesta Básica em Setembro | Variação |
|---|---|---|---|
| Salvador | R$ 342,10 | R$ 327,30 | -4,3% |
| Fortaleza | R$ 335,50 | R$ 322,30 | -3,9% |
| Recife | R$ 330,80 | R$ 318,20 | -3,6% |
| Brasília | R$ 345,60 | R$ 349,30 | 1,2% |
| Belo Horizonte | R$ 340,10 | R$ 343,40 | 1,1% |
| Curitiba | R$ 335,90 | R$ 338,40 | 0,9% |
Em resumo, a queda no preço da cesta básica em setembro é um sinal positivo para a economia brasileira, mas ainda há muitos desafios a serem superados. O governo precisa continuar trabalhando para reduzir a inflação e melhorar a economia do país, e as famílias brasileiras precisam continuar sendo cautelosas com suas finanças.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgaram a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em setembro de 2025. A pesquisa revelou que o preço do conjunto dos alimentos básicos caiu em 22 capitais brasileiras e aumentou em cinco, em comparação com agosto.
As principais quedas de preço da cesta ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Já as capitais com elevação do valor foram Campo Grande (1,55%), Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%), e Macapá (0,03%).
São Paulo foi a capital em que o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 842,26), seguida por Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores: Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27).
A comparação dos valores da cesta de setembro de 2025 com o mesmo mês de 2024 mostra que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 3,87%, em Belém, e 15,06%, em Recife.
No acumulado do ano, nas 17 capitais pesquisadas, 12 tiveram alta e cinco apresentaram queda. As maiores elevações ocorreram em Recife (4,69%), Porto Alegre (3,54%) e Salvador (3,06%). As capitais com as principais variações negativas foram Brasília (-3,15%) e Goiânia (-3%).
Com base na cesta mais cara, que em setembro foi a de São Paulo, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário para uma família viver no nono mês do ano no Brasil deveria ter sido R$ 7.075,83 ou 4,66 vezes o mínimo atual de R$ 1.518.
Os preços de alguns produtos específicos também foram analisados. O preço do tomate diminuiu em 26 capitais, com quedas que vão de 47,61%, em Palmas, e 3,32%, em Campo Grande. O preço médio do arroz agulhinha diminuiu em 25 das 27 capitais pesquisadas.
O valor médio do quilo da carne bovina de primeira aumentou em 16 capitais e diminuiu em 11. As maiores elevações ocorreram em Vitória (4,57%), Aracaju (2,32%) e Belém (1,59%). Já o preço do café em pó diminuiu em 14 capitais e aumentou em 13.
O Dieese atribuiu as variações nos preços à oferta limitada, principalmente pela estiagem, e à baixa demanda. Além disso, o preço internacional do café aumentou, impulsionado pela alta do mercado norte-americano e pela oferta limitada no mundo, devido a algumas quebras de produção.
Em resumo, a pesquisa revelou que os preços dos alimentos básicos variaram nas capitais brasileiras em setembro, com algumas cidades registrando quedas e outras, aumentos. O Dieese também estimou que o salário mínimo necessário para uma família viver no Brasil deveria ser significativamente maior do que o atual. Além disso, os preços de produtos específicos, como o tomate, o arroz e a carne bovina, também foram analisados e apresentaram variações nas diferentes capitais.
