Taxa de desemprego sobe para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro
A experiência de trabalho no Brasil registrou um aumento na taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro, atingindo 6,5% em comparação ao trimestre anterior. De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento da taxa de desemprego é o maior desde outubro de 2020.
No quesito de emprego, o Brasil registrou uma perda de 411,4 mil vagas de trabalho em relação ao trimestre anterior, entre outubro e dezembro, o que representa uma descida de 1,2 ponto percentual na taxa de emprego. A taxa de desemprego alcançou 6,5%, a partir de 6,2% no trimestre anterior.
Segundo o IBGE, a região Nordeste foi a que registrou o maior aumento na taxa de desemprego, passando de 7,4% para 8,1% no trimestre. A região Sudeste também registrou um aumento significativo, de 6,1% para 6,9%.
"No âmbito regional, é perceptível o impacto da pandemia e da crise econômica, que afetou mais fortemente as economias locais e as indústrias que dependem de turismo e comércio", afirma o professor de economia, Luiz Fernando Giannasso, em entrevista ao Diário do Colégio de Economistas.
O professor também destaca que a perda de empregos no setor de serviços é mais acentuada, especialmente no segmento de alojamentos e alimentação, que andam com congestionamentos e perdas de receita.
Já o empresário, João Pedro Borges, que administra uma empresa de RH, alerta para a necessidade de criar políticas de emprego mais eficazes e soutos para estimular a criatividade e inovação nas empresas, para evitar o crescimento do desemprego.
"É necessário que o Estado e a sociedade trabalhem juntos para criar oportunidades de emprego e desenvolver habilidades e competências nos brasileiros", disse o empresário.
A situação do mercado de trabalho brasileiro é um desafio para a gestão econômica e social do país, que para muitos gestores públicos e empresários é fundamental para a estabilidade e crescimento da economia.
According to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the unemployment rate in the quarter ended in January 2023 was 6.5%, higher than the 6.2% reported in the previous quarter (ended in October 2024). This is the second consecutive high in the series since it dropped to its lowest level (9.1%) in the quarter ended in November 2020.
Despite the quarterly increase, the unemployment rate is still lower than the 7.4% reported in January 2024. The number of unemployed individuals increased by 5.3% (400,000 people) to 7.2 million in the quarter ended in January 2023, compared to the previous quarter. However, on a yearly basis, there was a 13.1% decrease (1.1 million people) compared to the quarter ended in January 2022.
The number of employed individuals, on the other hand, was 103 million, 0.6% lower than the previous quarter (641,000 fewer people) and 2.4% higher than the 102.4 million reported in January 2024.
The real habitual earnings of all jobs (R$ 3,343) increased by 1.4% in the quarter and 3.7% in the year. The real habitual earnings mass (R$ 339.5 billion) remained stable in the quarter and increased by 6.2% (R$ 19.9 billion) in the year.
These findings are based on the IBGE’s Continuous National Household Survey (PNAD), which aims to provide a more accurate picture of the Brazilian labor market.
