Brasil participa de estudo internacional sobre educação infantil

A educação infantil é um tema prioritário para muitos países do mundo. Em meio a essa preocupação, o Brasil será um dos países participantes de um importante estudo internacional sobre a educação infantil, que deve gerar dados valiosos para a definição de políticas públicas eficazes.

O estudo, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reunirá informações de mais de 30 países, incluindo a Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido. As principais preocupações do estudo incluem a qualidade da educação infantil, a gestão de recursos, a formação de professores e a inclusão de crianças com necessidades especiais.

A participação do Brasil no estudo é uma oportunidade para o país refletir sobre sua própria política educacional infantil. "Essa é uma excelente oportunidade para a área educacional brasileira refletir e melhorar sua prática", afirma o presidente do Conselho Federal de Desenvolvimento Infantil (Cedef), André Bahia. "Nossa participação no estudo permitirá que o Brasil possa aprender com outras países e melhorar a qualidade da educação infantil", acrescenta.

O estudo busca coletar informações sobre a estrutura organizacional das instituições que oferecem educação infantil, a formação dos professores, a gestão de recursos, a inclusão de crianças com necessidades especiais e a avaliação da qualidade da educação infantil.

A OCDE acredita que a educação infantil é um investimento crucial para o futuro de uma nação. "A educação infantil é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, bem como para a formação de habilidades mentais e físicas", declara a diretora-geral da OCDE, África Lizé.

O estudo também busca avaliar a efetividade das políticas públicas em educação infantil e identificar áreas de melhoria. "Isso permitirá que os países desenvolvam políticas mais eficazes e eficientes para melhorar a qualidade da educação infantil", afirma a especialista em educação infantil da OCDE, Naomi Schwartzman.

O Brasil participou anteriormente de estudos internacionais sobre educação infantil, como o estudo global de 2011 da UNESCO, que avaliou a qualidade da educação infantil em mais de 30 países. Embora o Brasil tenha apresentado resultados mistos, o país ainda tem muitas challenge para melhorar a qualidade da educação infantil.

A participação do Brasil no estudo da OCDE é uma oportunidade para o país mostrar progressos na área e aprender com outros países. "Isso permitirá que o Brasil exporte conhecimentos e experiências positivas para outros países", afirma o professor de educação infantil da Universidade Federal de São Carlos, José Carlos Bordin.

O estudo será concluído em 2024 e seus resultados should ter uma grande influência na definição de políticas públicas em educação infantil em todo o mundo.

The Brazilian government is participating in the International Early Learning and Child Well-being Study (IELS), a program launched by the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD) to assess the skills and abilities of 5-year-olds worldwide. This is Brazil’s first participation in the study.

The IELS aims to evaluate children’s skills in language, mathematical reasoning, self-regulation, and socio-emotional abilities. The results will help guide the creation of effective public policies for early childhood education and inform strategies for the health, education, and social protection sectors.

The study will gather data from 250 schools in 100 municipalities, involving around 3,000 children. A pilot test was conducted in May 2023, with 30 public and private schools in three regions (North, Northeast, and Southeast) and a sample of approximately 350 students from preschool.

The study is led by the partnership between the OECD and the Maria Cecilia Souto Vidigal Foundation, which promotes the development of early childhood. In a statement, the foundation’s CEO, Mariana Luz, emphasized the importance of the study in reducing educational inequalities. “Frequent attendance at preschool has a positive impact on the child’s academic trajectory and is associated with better results at later stages, as well as being an essential factor for children in vulnerable social situations.”

The study is also supported by organizations such as the Service Social da Indústria (Sesi), B3 Social, Fundação Itaú Social, and Fundação Lemann, among others. The total cost of the study is approximately R$13 million.

The director of education and skills at the OECD, Andreas Schleicher, highlighted Brazil’s commitment to improving early childhood education. “The IELS is a fundamental tool to understand how the future paths of children are shaped in the early years through the development of initial skills in literacy, numeracy, problem-solving, and empathy.”

This is the second edition of the IELS, with the first edition conducted in 2018, involving only three countries: the United Kingdom, the United States, and Estonia. The study will help countries identify the factors that promote or hinder early learning and provide insights for improving education policies.

The final report is expected to be released in March 2026, providing a comprehensive overview of the results and recommendations for governments, educators, and policymakers.

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