Uma carta assinada por 406 atletas olímpicos de 89 países, incluindo 11 brasileiros, foi enviada aos sete candidatos à presidência do Comitê Olímpico Internacional (COPI), preocupando-se com as questões climáticas e solicitar que o futuro presidente priorize essa área no próximo mandato e nos próximos anos.
A carta é endereçada a David Lappartient, Morinari Watanabe, Johan Eliasch, Eizo Dairou, Ser Mi-Jung, Wu Ching-hua e Emmanuelle Moreau, que estarão disputando as eleições em 18 a 21 de março, na Grécia. Os brasileiros que assinaram a carta são a velejadora Martine Grael, bicampeã olímpica, a judoca Ketleyn Quadros, o bobsleigh Edson Bindilatti e oito jogadoras de rugby sevens.
A carta defende que o cuidado com o planeta seja a prioridade do novo presidente do COI e que atletas de todo o mundo devem trabalhar juntos para proteger o futuro do esporte. A carta aponta que os incêndios florestais que ocorreram em Los Angeles, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2028, são um exemplo do que pode acontecer se não se tomar medidas para mitigar os efeitos do clima.
A carta solicita que o novo presidente do COI, em seu mandato, priorize a redução das emissões de carbono e fortaleça os compromissos já existentes com a redução de emissões. Além disso, os atletas solicitam que o COI defenda práticas sustentáveis nas cidades-sede, estabeleça padrões para patrocínios altamente poluentes e use a plataforma do COI para defender ações ambientais mais amplas.
“A cultura olímpica é sobre união, solidariedade e respeito pelo planeta, portanto, é essencial que o COI liderie por meio de ações que garantam que os Jogos continuem sendo uma fonte de união e que, ao mesmo tempo, protejam o futuro do esporte”, diz a carta.
A carta também destaca que o aumento das temperaturas e as condições climáticas extremas já estão interrompendo os cronogramas das competições, colocando em risco locais icônicos e afetando a saúde dos atletas e torcedores. “Nessa não é mais uma ameaça distante, mas sim um perigo real e crescente para os esportes que amamos e para os países que fazem parte da nossa família olímpica”, afirma a carta.
