A seleção feminina de basquete do Brasil está prestes a disputar a final da AmeriCup, torneio que reúne as melhores equipes das Américas do Sul, Central e Norte, no Chile. Na noite de sábado (5), as brasileiras demonstraram sua força e habilidade ao vencerem a seleção da Argentina por uma diferença expressiva de 108 a 68, no Centro de Deportes Colectivos, em Santiago. Esta vitória significativa assegurou uma vaga na final do torneio, que será disputada no mesmo local, após apenas um dia de descanso, contra as fortes campeãs em título, os Estados Unidos, no domingo (6), às 21h10, horário de Brasília.

A final marcada para o domingo reedita a emocionante decisão da última edição da AmeriCup, ocorrida em 2023, na qual as brasileiras conquistaram o título continental ao derrotarem as estadunidenses por 69 a 58, em León, México. Esta foi a sexta vez que o Brasil levantou o troféu da competição, consolidando seu status como o maior campeão da história da AmeriCup, que tem sido realizada anualmente desde 1989.

A conquista de mais um título na AmeriCup tem um significado ainda maior para a seleção brasileira, pois representa uma vaga direta e garantida para a Copa do Mundo de basquete feminino do ano seguinte, programada para acontecer em Berlim, Alemanha, em setembro. Caso as brasileiras não consigam manter a hegemonia e fiquem com o vice-campeonato, elas serão obrigadas a participar de um torneio classificatório, cujas datas e detalhes ainda serão divulgados pela Federação Internacional de Basquete (Fiba).

A vitória expressiva sobre a Argentina teve como destaque a jovem e talentosa Bella Nascimento, que anotou impressionantes 22 pontos, com 18 deles sendo fruto de cestas de três pontos. Nascimento, ala-armadora de apenas 22 anos, embora tenha nascido nos Estados Unidos e atualmente atue no basquete universitário norte-americano, possui origens brasileiras, sendo filha de uma mãe natural de Vitória.

Além disso, as experientes pivôs Kamilla Cardoso e Damiris Dantas, atualmente competindo na WNBA (a principal liga profissional de basquete feminino nos EUA) pelos times Chicago Sky e Indiana Fever, respectivamente, também tiveram desempenhos notáveis, cada uma contribuindo com 16 pontos para o placar final. Entre as atletas que competem na Liga de Basquete Feminino (LBF) no Brasil, cujos jogos são transmitidos ao vivo pela TV Brasil, a ala Thayná Silva, do Sampaio Corrêa, se destacou com 11 pontos e nove rebotes, demonstrando a força e a diversidade do time brasileiro.

Até o momento, a seleção brasileira permanece invicta na competião, tendo vencido todos os seis jogos que disputou sob o comando da treinadora norte-americana Pokey Chatman. Na primeira fase da competição, as brasileiras superaram Argentina (71 a 50), Canadá (74 a 65), República Dominicana (73 a 46) e El Salvador (106 a 49), mostrando sua superioridade em quadra. Antes de enfrentar a Argentina novamente nas semifinais, o time verde e amarelo também havia derrotado o México por 84 a 61 nas quartas de final, demonstrando sua solidez e habilidade em diferentes confrontos.

Com essa sequência de vitórias e um desempenho cada vez mais sólido, a seleção feminina de basquete do Brasil chega à final da AmeriCup com grande motivação e esperança de conquistar o sétimo título da competição, garantindo assim uma vaga na Copa do Mundo do ano seguinte e reafirmando seu status como uma das principais forças do basquete feminino nas Américas.

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