O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram, na última quinta-feira (22), a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O novo acordo, assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem um valor total de R$ 160 milhões, com R$ 40 milhões por ano, o maior já firmado até hoje. Isso representa um aumento de R$ 125 milhões em relação ao contrato anterior, que vigorou até o final de 2024.

Com essa renovação, o patrocínio passa a incluir cinco novas modalidades paralímpicas: canoagem, paraesgrima, taekwondo, tiro com arco e triatlo. Além disso, as 13 modalidades já apoiadas anteriormente também continuam a receber apoio: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, goalball, judô, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro esportivo, rúgbi em cadeira de rodas e vôlei sentado. Mais de 120 atletas receberão apoio individual, com base em critérios técnicos definidos pelo CPB.

O presidente do CPB, José Antônio Freire, destacou a importância desse patrocínio, afirmando que “estamos diante do maior patrocínio da história do esporte paralímpico brasileiro. Essa parceria histórica representa um compromisso com a transformação de vidas e com o fortalecimento de um projeto esportivo inclusivo, democrático e vencedor”.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também esteve presente na assinatura do contrato e defendeu a importância de investir nos atletas em formação, e não apenas nos já premiados. “Os atletas só têm patrocínio quando eles ficam famosos, quando eles são campeões do mundo, quando eles ganham medalha de ouro”, disse. “Mas muitas vezes, ninguém levantou um dedo para aquela pessoa dar o seu primeiro passo, para aquela pessoa fazer a sua primeira caminhada, para aquela pessoa fazer a sua primeira prática esportiva. Um país que não cuida dos seus atletas e do esporte é um país que não vai nunca ser competitivo”.

As Loterias Caixa patrocinam o CPB desde 2003, e nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, o Brasil ficou em 14º lugar no ranking de premiação, com 33 medalhas. Em Londres 2012, o país conquistou 43 pódios e ficou em sétimo lugar. No Rio 2016, o Brasil obteve 72 medalhas e fechou em oitavo lugar. Em Tóquio 2020, o país voltou ao sétimo lugar, com 72 pódios. Já nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o Brasil fez a melhor campanha da história, ficando em quinto lugar geral com 89 medalhas.

O presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira, destacou que “nós que fazemos a Caixa acreditamos que o esporte paralímpico não molda apenas campeões, mas constrói um Brasil mais justo, mais inclusivo e acima de tudo mais humano. É obrigação da Caixa contribuir nessa jornada, é a obrigação da Caixa ser porta-voz de uma política de governo que tem, na inclusão da sociedade, na diminuição das diferenças sociais, um dos seus grandes objetivos”.

Essa renovação do patrocínio é um importante passo para o esporte paralímpico brasileiro, que buscacontinuar a crescer e se desenvolver nos próximos anos. Com o apoio das Loterias Caixa, o CPB poderá investir em mais atletas, modalidades e projetos, buscando melhorar a performance do país nos Jogos Paralímpicos e promover a inclusão e a acessibilidade no esporte.

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