O ginasta brasileiro Arthur Zanetti, medalhista de ouro na Olimpíada de Londres em 2012, anunciou sua aposentadoria como atleta profissional aos 34 anos. Embora tenha competido em vários eventos internacionais, incluindo os Jogos de Paris em 2024, Zanetti já havia decidido que aquele seria o seu último ciclo olímpico.

No entanto, a aposentadoria foi motivada por lesões que o impuseram a perder eventos importantes, como o Mundial de Antuérpia e os Jogos Pan-Americanos de Santiago, ambos em 2023. A contusão mais recente foi um rompimento agudo do tendão do bíceps distal do braço esquerdo, em maio do ano passado.

Apesar da aposentadoria, Zanetti continuará ligado à ginástica, agora como treinador em São Caetano do Sul, onde nasceu e vive. Ele já havia mencionado que queria passar mais tempo com o filho, Liam, que completa cinco anos em 2025.

Zanetti foi homenageado por personalidades esportivas, incluindo o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco Antônio La Porta, que o considerou “a prova de que é possível, de que podemos chegar lá com muito treino, dedicação e talento”. O ginasta grego Eleftherios Petrounias, grande adversário de Zanetti, também se manifestou, afirmando que o brasileiro o tornou “um atleta melhor, uma pessoa melhor” e que terá sempre o seu “respeito e amizade”.

Durante sua carreira, Zanetti conquistou várias medalhas, incluindo o ouro em Londres, a prata em Rio 2016 e quatro medalhas em Campeonatos Mundiais. Ele também foi o primeiro ginasta brasileiro a conquistar um ouro olímpico.

A aposentadoria de Zanetti é um marco importante para o esporte no Brasil, e ele será lembrado como um dos ginastas mais importantes do país. Ele continuará a contribuir para o esporte como treinador, ajudando a formar novos atletas e campeões.

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