No último domingo (18), o médico Samir Xaud, presidente eleito da Federação Roraimense de Futebol, oficializou sua candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A chapa de Xaud, intitulada “Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização”, foi registrada com o apoio de 25 federações e dez clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino.
Para concorrer à eleição da CBF, marcada para o próximo domingo (25), é necessário ter o apoio declarado de ao menos oito federações. Com 25 federações apoiando sua candidatura, Xaud deve concorrer sozinho ao cargo máximo da confederação, pois apenas duas federações (São Paulo e Mato Grosso) não endossam sua candidatura.
O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, havia anunciado sua candidatura à presidência da CBF no sábado (17), mas seu registro de chapa está inviabilizado devido às normas do processo eleitoral. A Liga Forte União (LFU), que representa 32 dos 40 times das Séries A e B, declarou apoio a Reinaldo, mas três clubes da associação (Amazonas, CRB e Criciúma) subscrevem a chapa de Xaud.
Samir Xaud é um médico infectologista de 41 anos, com especialização em medicina esportiva, e filho de Zeca Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol há quatro décadas. Ele foi eleito para o cargo ocupado por seu pai e é conhecido por fazer “uma verdadeira revolução no futebol local, elevando Roraima a patamares jamais alcançados em termos de organização, visibilidade e paixão pelo esporte”.
A eleição da CBF será realizada com a participação das 27 federações e dos 40 clubes das duas principais divisões do Brasileirão Masculino. Os sufrágios das entidades estaduais valem mais (peso três), seguidos pelos votos dos times da Série A (peso dois) e da Série B (peso um). Para vencer, um candidato precisa ter ao menos 23 das 27 federações ao seu lado.
A chapa de Xaud tem oito candidatos à vice-presidência da CBF, incluindo cinco mandatários de federações: Ednailson Leite Rozenha (Amazonas), José Vanildo da Silva (Rio Grande do Norte), Michelle Ramalho Cardoso (Paraíba), Ricardo Augusto Lobo Cluck Paul (Pará) e Rubens Renato Angelotti (Santa Catarina). Os demais candidatos são Flávio Diz Zveiter, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD); Gustavo Dias Henrique, ex-diretor de Relações Institucionais da entidade; e Fernando José Macieira Sarney, escolhido como interventor da confederação.
A eleição da CBF foi marcada após o afastamento do presidente Ednaldo Rodrigues, que foi retirado da presidência após considerar nulo o acordo firmado entre a CBF e o Supremo Tribunal Federal em fevereiro. A decisão do desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi baseada na possibilidade de falsificação da assinatura de um dos signatários do acordo.
