Pela primeira vez desde 2016, o Brasil encerrou a etapa caseira do Circuito Mundial de surfe, conhecido como Liga Mundial de surfe (WSL), sem conquistar títulos. No último domingo (29), a australiana Molly Picklum e o americano Cole Houshmand foram consagrados campeões em Saquarema, cidade localizada na região dos lagos do Rio de Janeiro.
Entretanto, uma surfista brasileira tem motivo para comemorar: Luana Silva, de 21 anos, superou três campeãs mundiais ao longo do campeonato e foi derrotada por Molly Picklum na final, igualando assim seu melhor desempenho em uma etapa. Ela também conquistou o vice-campeonato em Beach Bells, na Austrália, neste mesmo ano.
Luana, que nasceu e cresceu no Havaí, nos Estados Unidos, mas é filha de pais brasileiros, venceu a atual campeã mundial, a americana Caitlin Simmers, na repescagem. Posteriormente, eliminou a australiana Tyler Wright, nas quartas de final, e outra americana, Caroline Marks, nas semifinais.
Na grande decisão, ela acabou não sendo páreo para Molly Picklum, que venceu com um somatório de 15,00 a 9,23. Luana tentava igualar o feito de Andréa Lopes, que, com o título conquistado na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 1999, ainda é a única mulher brasileira a sair vencedora de uma etapa do circuito no Brasil.
Com este resultado, Luana aparece em nono lugar na classificação da temporada, com 35.530 pontos. Restam duas etapas para o fim da fase classificatória, que acontecerão na África do Sul e em Taiti, quando apenas as cinco primeiras colocadas seguirão para a disputa das finais, que ocorrerão em Fiji no fim de agosto.
No momento, a quinta colocada é a australiana Isabella Nichols, com 39.865 pontos. Com a vitória em Saquarema, Molly Picklum assumiu a liderança da corrida, com 53.345 pontos.
Final estrangeira no masculino
Desde que a etapa brasileira foi transferida para Saquarema em 2017, somente surfistas brasileiros saíram com o título. Filipe Toledo venceu três vezes, Adriano de Souza, Yago Dora e Italo Ferreira venceram uma vez cada um. Em 2020 e 2021 a etapa não foi realizada devido à pandemia de Covid-19.
No último dia de disputas em Saquarema, Miguel Pupo foi o último brasileiro a resistir na tentativa de estender a sequência vitoriosa do país em casa. No entanto, ele acabou derrotado por Cole Houshmand nas semifinais, numa bateria bastante equilibrada, vencida pelo americano por 15,06 a 13,83.
Houshmand avançou para a final, em que derrotou o compatriota Griffin Colapinto em outra bateria extremamente disputada. A vitória foi por 16,90 a 14,40, e o vencedor se tornou o primeiro estrangeiro desde John John Florence (campeão ainda no Rio em 2016) a ganhar a etapa brasileira.
No entanto, o campeão ainda aparece em 12º lugar no ranking da temporada, com 29.470 pontos. Colapinto também está fora do top 5 no momento, com 35.080 pontos, em sexto lugar.
Dois brasileiros estariam classificados para as finais pela tabela atual: Yago Dora (segundo lugar, com 43.360 pontos) e Italo Ferreira (quarto lugar, com 39.355 pontos). O líder é o sul-africano Jordy Smith, com 44.195 pontos.
A próxima etapa tanto para homens quanto para mulheres será em Jeffreys Bay, na África do Sul, com janela prevista entre 11 e 20 de julho. A expectativa é grande para ver como os atletas se sairão na(disposing) próxima etapa e se os brasileiros poderão retomar a liderança no cenário internacional do surfe.
A realização da etapa brasileira em Saquarema foi um sucesso, com grandes ondas e um público engajado. A cidade da região dos lagos do Rio de Janeiro se consolida como um local importante para o surfe no Brasil, atraindo atletas de todo o mundo para competir em suas ondas desafiadoras.
Com o término da etapa brasileira, os atletas agora se preparam para a disputa das próximas etapas, com o objetivo de garantir uma vaga nas finais em Fiji. A competição promete ser intensa, com os melhores surfistas do mundo disputando o título.
A presença de Luana Silva na final da etapa brasileira é um sinal positivo para o surfe feminino no Brasil, mostrando que as atletas brasileiras têm potencial para competir em alto nível. Com a continuidade de seu trabalho e dedicação, é provável que vejam mais brasileiras competindo nas etapas do circuito mundial nos próximos anos.
Já os homens brasileiros terão que se esforçar para retomar a liderança no cenário internacional do surfe. Com a perda do título brasileiro para um estrangeiro, eles precisam se reconstruir e buscar melhorar seu desempenho para poder voltar a competir em igualdade com os melhores do mundo.
O Circuito Mundial de surfe é uma competição emocionante que reúne os melhores atletas do esporte para disputar o título. Com a realização das próximas etapas, a expectativa é grande para ver quem serão os campeões e quais serão as histórias que se desenrolarão ao longo da temporada.
