A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã de hoje, em São Paulo, sete pessoas, incluindo um delegado e três policiais civis, durante a Operação Tacitus. A ação envolveu 130 policiais federais, apoiados pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público, para cumprir oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Bragança Paulista, Igaratá, Ubatuba e na capital.

A Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo disse que a operação Busca desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública (corrupção ativa e passiva). A ação é resultado das investigações sobre a execução do delator (testemunha) Vinícius Gritzbach, em 8 de novembro, no aeroporto de Guarulhos. O esquema criminoso envolveria manipulação e vazamento de investigações policiais, venda de proteção a integrantes do PCC (primeiro-combatente da capital, sigla que se refere a gangue criminosa), além de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

Todos os alvos da Operação Tacitus teriam sido delatados por Gritzbach, por envolvimento em corrupção. O delegado detido é Fábio Baena Martin, junto com os investigadores Eduardo Lopes Monteiro, Rogério de Almeida Felício, Marcelo Ruggieri, Marcelo Bombom, além de três pessoas mais. Um policial, Rogério de Almeida Felício, ainda está foragido. Os demais presos são Ademir Pereira Andrade, Ahmed Hassan e Robinson Granger de Moura.

A defesa do delegado Baena considerou a prisão abusiva e disse que só se pronunciará após ter acesso aos autos do processo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria da Polícia Civil está acompanhando a operação e colabora tanto com a Polícia Federal quanto com o Ministério Público.

O nome Tacitus foi escolhido pela PF por significar, em latim, “silencioso” ou “não dito”, em referência ao modo de atuar da organização criminosa. Segundo o Ministério Público, “os investigados, de acordo com suas condutas, vão responder por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão”.

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