O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) anunciou, nesta quarta-feira (29), a criação de um grupo de trabalho (GT) com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília para trocar informações sobre os brasileiros deportados e a operacionalização dos voos de deportação. Segundo o MRE, o objetivo este grupo é garantir “a segurança e o tratamento digno e respeitoso dos passageiros”.

O grupo de trabalho será estabelecido imediatamente e uma linha direta de comunicação será disponibilizada para os membros envolvidos, permitindo um acompanhamento em tempo real dos próximos voos. Esta medida é uma resposta à série de problemas sofridos por brasileiros deportados nos últimos tempos, incluindo agressões por parte de agentes americanos, privação de comida e acesso a banheiro, além de problemas técnicos que prejudicaram o funcionamento do ar-condicionado e obrigaram a aeronave a fazer paradas não previstas.

A mobilização do governo brasileiro ocorreu após um voo de deportação com 88 brasileiros ter sofrido uma série de problemas, incluindo os mencionados acima. A Polícia Federal interveio para retirar as algemas dos passageiros e alocá-los em outro avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até a capital mineira, onde chegaram no sábado (25).

Além disso, a equipe do MRE se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para discutir a deportação de brasileiros. Isso é considerado um gesto diplomático que expressa o descontentamento do Brasil com a maneira como a deportação está sendo feita.

O governo brasileiro também(anunciou a criação de um posto de acolhimento humanitário no Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para receber brasileiros deportados dos EUA. O local foi escolhido porque é o terminal para onde os voos fretados pelo governo norte-americano destinados ao longo dos últimos anos.

O anúncio da criação do grupo de trabalho é outro passo dado pelo governo brasileiro para garantir que os brasileiros deportados sejam tratados com dignidade e respeito. A medida visa também garantir a segurança dos passageiros, reduzir a possibilidade de abusos e promover uma cooperação mais eficaz entre os países.

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