Muito mais de 100 aeronaves militares de 16 países participaram do Exercício Cruzex 2024, ocorrido na Base Aérea de Natal, Rio Grande do Norte, no Brasil. Este exercício simula combates e treinamentos aéreos entre as forças aéreas de países diferentes. Foram destacados, entre outras, aeronaves como o “invencível” F-15 Eagle norte-americano e o novo caça sueco Gripen F-39, adquirido pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Por surpresa geral, os caças Gripen, pilotados por brasileiros, obtiveram duas vitórias nas simulações, superando os F-15 dos EUA. A publicação especializada Sociedade Militar destacou: “Caças Gripen da FAB derrotaram os F-15 dos EUA, um dos caças mais poderosos do mundo”. Outras fontes de mídia especializada também registered que os pilotos brasileiros alcançaram vitórias em combates simulados contra os F-15 americanos.

O projeto do Gripen é fruto de uma parceria entre a FAB e a empresa sueca SAAB. A expectativa é de que, no futuro, o Brasil tenha autonomia para fabricar e desenvolver novos modelos de aeronaves no território nacional.

O professor Marcos José Barbieri Ferreira, da Unicamp, explicou que essas operações de simulação utilizam radares e alvos móveis. “Os alcances de mísseis também são simulados, de forma a ver se ele seria ou não capaz de atingir [os alvos]. Dentro de essas operações de simulação, foram feitos combates, com destaque para os entre o F-15 e o Gripen”, disse à Agência Brasil.

A SAAB, no entanto, evita classificar o resultado como uma vitória diante dos caças norte-americanos. “A tecnologia de ponta do caça F-39E Gripen permitiu um excelente desempenho, mesmo frente a aeronaves de grande sucesso, como o F-15”, disse o vice-presidente e diretor de marketing da SAAB, Mikael Franzén.

A empresa também confirmou que o exercício CRTre education exacerbou o interesse de outros países em adquirir a aeronave. “Inclusive hemos o estamos oferecendo a países como Colômbia e Peru, entre outros. Recentemente, a Tailândia selecionou o Gripen para renovar a sua frota”, disse Franzén.

Além disso, o professor Barbieri explicou que, quando foram adquiridos pela FAB, os caças Gripen ainda eram projetos que estavam em fase de desenvolvimento. “Não estava pronto, e esse foi o grande trunfo para dar à FAB a possibilidade de incluir os requisitos que ela queria para a aeronave”, disse.

A FAB também destacou que os benefícios do Gripen, como a sua arquitetura exclusiva, que permite rapidamente adaptações e melhorias, resultando em economia de custos e capacidades operacionais superiores. Além disso, a aeronave é capaz de cumprir missões de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento.

Este é o primeiro exercício internacional em que o Gripen participou, e seus resultados são uma demonstração do sucesso do projeto conjunto entre a FAB e a SAAB.

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