A professora Tatiane Cristina Moraes de Sousa, do Departamento de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), alertou sobre os impactos da alta temperatura registrada na cidade do Rio de Janeiro sobre a saúde humana. Até o momento, mais de 5 mil pessoas procuraram atendimento médico em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) em razão do calor excessivo. Além disso, a pesquisa da professora aponta que a exposição ao calor intenso pode causar efeitos imediatos, como sinais de exaustão e insolação, que podem evoluir para doenças crônicas.

A exposição ao calor intenso também pode cause danos a longo prazo à saúde, como aumento do esforço do organismo para regular a temperatura do corpo, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas. Além disso, a professora destaca que o calor excessivo é um problema que não é restrito à cidade do Rio de Janeiro, mas sim uma preocupação que deve ser abordada por diferentes sistemas de gestão pública e pela sociedade.

A professora enfatiza a importância da hidratação e da busca por áreas cobertas e ventiladas, especialmente para trabalhadores informais, que são afetados mais fortemente pelo calor. Elas também destacam a necessidade de revisar e planejar estratégias para o futuro, considerando que o calor excessivo é um problema que não está restrito ao verão.

Além disso, a professora destacou que os profissionais mais afetados são aqueles com vínculos informais de trabalho, especialmente entregadores e vendedores ambulantes, que dependem dos horários de maior movimento. “Como você vai garantir que esse vendedor não trabalhe nos horários de pico, se no carnaval, por exemplo, é o momento em que eles mais ganham?”, questionou.

A professora também ressaltou que idosos e crianças são mais suscetíveis a problemas em decorrência do calor intenso e que muitos desses trabalhadores informais apresentam quadros de hipertensão, diabete, doenças renais e cardíacas, que contribuem para uma situação de mal-estar.

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