No mês em que o cantor, compositor e multi-instrumentista Arlindo Cruz completaria 67 anos, a Rádio Nacional realiza um tributo ao artista durante o Especial de Domingo. A atração, que vai ao ar no dia 28, às 22h, recorda as mais de três décadas de carreira do ícone do samba e resgata diversos conteúdos preservados no acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A homenagem, apresentada por Gláucia Araújo, destaca fatos marcantes da trajetória de Arlindo Cruz, como a herança musical da família, a influência do bloco carioca Cacique de Ramos, a passagem pelo grupo Fundo de Quintal e a parceria com bambas como Beth Carvalho, Sombrinha, Zeca Pagodinho, entre outros. Os ouvintes poderão conferir as curiosidades através de áudios do próprio Arlindo e de parceiros musicais, em entrevistas exibidas em programas como Sem Censura e Samba na Gamboa, da TV Brasil.
O Especial de Domingo é pontuado ainda por grandes sucessos que marcaram a vasta produção de Arlindo Cruz. Ao todo, foram mais de 550 músicas gravadas pelo sambista, que lançou 23 álbuns, sendo nove enquanto integrava o Fundo de Quintal, cinco em parceria com Sombrinha e nove em carreira solo. O repertório transmitido durante o programa inclui composições de Arlindo gravadas por ele e por outros artistas, como Chegamos ao Fim, Ô, Irene, Malandro Sou Eu, O Show Tem que Continuar, Do Fundo de Nosso Quintal, Só pra Contrariar, Bagaço da Laranja, O Meu Lugar, Camarão que Dorme a Onda Leva, Casal Sem Vergonha, Favela/Numa Cidade Muito Longe Daqui, Meu Poeta, O Que É o Amor, Ainda É Tempo pra Ser Feliz e Bom Aprendiz.
Arlindo Cruz começou sua carreira no início dos anos 1980, no Rio de Janeiro, em rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de artistas como Jorge Aragão, Beto sem Braço e Almir Guineto. O último projeto artístico do cantor foi Pagode 2 Arlindos, canção gravada em 2017 com o filho Arlindinho. O bamba venceu mais de 20 prêmios, incluindo o de Melhor Cantor de Samba do 26º Prêmio da Música Brasileira, e foi indicado ao Grammy Latino cinco vezes, sendo quatro na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode e um na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa.
Infelizmente, o Brasil se despediu de Arlindo Cruz no dia 8 de agosto deste ano, aos 66 anos, devido a complicações de saúde. O sambista estava com a saúde debilitada desde 2017, quando sofreu um grave Acidente Vascular Cerebral (AVC). No entanto, seu legado musical permanece vivo, e a Rádio Nacional busca homenagear sua contribuição para a música brasileira com o Especial de Domingo. A homenagem é uma oportunidade para os fãs de Arlindo Cruz relembrarem seus grandes sucessos e para as novas gerações descobrirem a rica discografia do sambista.
A Rádio Nacional está comprometida em preservar a memória de Arlindo Cruz e de outros artistas que contribuíram para a rica diversidade cultural do Brasil. Com o Especial de Domingo, a emissora busca manter viva a chama da música brasileira e inspirar novas gerações de artistas e fãs. Além disso, a homenagem a Arlindo Cruz é um exemplo do compromisso da Rádio Nacional em promover a cultura brasileira e em reconhecer a importância dos artistas que ajudaram a moldar a identidade musical do país.
Em resumo, o Especial de Domingo da Rádio Nacional é uma oportunidade para celebrar a vida e a carreira de Arlindo Cruz, um dos mais importantes sambistas brasileiros. Com uma discografia vasta e uma contribuição significativa para a música brasileira, Arlindo Cruz deixou um legado que permanecerá vivo por gerações. A Rádio Nacional está honrada em homenagear seu trabalho e em compartilhar sua música com o público.
