O grupo das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana, que faz parte do G20, acaba de aprovar um documento final que prevê a criação de uma força-tarefa ou uma “iniciativa de alto nível” para discutir o uso da inteligência artificial (IA). Esta iniciativa tem como objetivo estabelecer diretrizes para o desenvolvimento da tecnologia.
A presidência sul-africana, que assume o comando do G20 nesta terça-feira (19), terá como objetivo estabelecer diretrizes para o uso da IA, tendo em vista o crescimento do seu impacto na sociedade e no mercado de trabalho. A força-tarefa ou iniciativa de alto nível será um Grupo de Trabalho para a Economia Digital, que já foi estabelecido durante a presidência brasileira do G20.
O documento final do G20 ressalta as preocupações éticas e riscos associados ao uso da IA, como um possível aumento da desigualdade global causado pelo desenvolvimento diferenciado das capacidades digitais entre os países. Além disso, destaca a necessidade de reduzir a desigualdade digital de gênero nos próximos seis anos e incluir trabalhadores vulneráveis à evolução tecnológica.
O texto também destaca a importância de respeitar a privacidade, a segurança dos dados e a propriedade intelectual no uso da IA. Para os líderes do G20, é fundamental superar as divisões digitais, incluindo reduzir pela metade a divisão digital de gênero até 2030, priorizar a inclusão de pessoas em situações vulneráveis no mercado de trabalho e garantir o respeito justo pela propriedade intelectual, proteção de dados, privacidade e segurança.
A aprovação do documento final é um passo importante em direção à regulação do uso da IA em escala global, um tema que tem sido intensamente discutido e debatido em âmbito internacional. Além disso, também destaca a importância da cooperação internacional em questões relacionadas ao desenvolvimento e ao uso da tecnologia, garantindo que os benefícios sejam compartilhados por todos.
