A Polícia Civil do Ceará realizou mais uma etapa na Operação Strike, que busca combater a onda de ataques a empresas que oferecem serviços de internet no estado. Nesse sentido, foram presas mais cinco pessoas suspeitas de participar de crimes contra essas empresas, trazendo o total de detidos para 17.
A operação, que ocorreu em Fortaleza, Caucaia, Horizonte e São Gonçalo do Amarante, incluiu cumprimento de 12 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão, além da apreensão de três pistolas. As prisões foram efetuadas em flagrante por crimes como funcionamento clandestino de empresas de internet e receptação.
Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, onde roteadores e distribuidores de fibra óptica foram apreendidos em bairros de Fortaleza e Horizonte. Os outros 12 presos, com idades entre 21 e 43 anos, já são investigados por crimes como extorsão, tráfico de drogas, associação ao tráfico, receptação, posse ou porte ilegal de arma de fogo e homicídios.
A Operação Strike foi deflagrada para responder às ações de grupos criminosos que atacam empresas provedoras de internet no estado. Desde o final de fevereiro, várias ações contra essas empresas resultaram na suspensão de serviços, incluindo visitas técnicas e fornecimento de internet, devido à violência dos criminosos.
As investigações apuram se os ataques estão sendo praticados contra as empresas que recusaram pagar uma taxa a uma facção criminosa para poder oferecer o serviço. Essas empresas são alvos de represália, incluindo destruição de cabos, incêndio a veículos e tiros disparados na fachada.
O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, disse que a operação é a resposta mais ampla aos ataques. Ele adiantou que a perícia nos materiais apreendidos poderá resultar em novas prisões. “Nós não vamos dar trégua a esses criminosos e vamos buscar um a um. Vamos atuar em várias frentes, em vários eixos, tanto para tirar de circulação esses criminosos perigosos, violentos, que trazem intranquilidade para a nossa sociedade, mas também para promover a asfixia financeira desses grupos. Nós vamos buscar o patrimônio deles”, declarou Gutiérrez.
