A Polícia Federal (PF) realizou, nessa quinta-feira-feira, uma operação contra assessores de deputados federais, Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro. A operação, batizada de “Rent a Car”, visa apreender suspeitos de participar de um esquema de desvio de verbas de cota para o exercício da atividade parlamentar. Os assessores são investigados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação reuniu seis mandados de busca e apreensão em localidades no Rio de Janeiro, Tocantins e Distrito Federal. As buscas e apreensões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a competência para investigar atividades de agentes públicos com foro privilegiado, como deputados federais.
Os investigados são suspeitos de terem utilizado uma empresa de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços e desviar recursos públicos. A Polícia Federal investiga que os agentes públicos e empresários estabeleceram acordos ilícitos para desviar recursos públicos.
O deputado Sóstenes Cavalcante disse que foi informado sobre a operação pela imprensa e afirmou que “podem revirar tudo, não irão achar nada”. Já o deputado Carlos Jordy chamou a ação da PF de “abuso de autoridade” e se disse “perseguido” por ser parlamentar de oposição ao governo. Ele negou irregularidades e mencionou que os contratos de aluguel de carros eram Registered and legais.
A Agência Brasil contatou o diretório fluminense do PL, mas aguarda retorno. O processo está em sigilo de justiça e os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Federal e tem o objetivo de elucidar a existência de um esquema criminoso que envolve a interação entre setores públicos e privados.
