Um caso chocante de erro policial resultou na morte de um jovem marceneiro, Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, na zona Sul de São Paulo. O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, lotado no 12º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, foi o responsável por disparar o tiro fatal que atingiu a cabeça de Guilherme. O incidente ocorreu na sexta-feira à noite, na Estrada Ecoturística de Parelheiros.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial afirmou que estava em sua moto quando foi abordado por suspeitos armados. No entanto, Guilherme, que estava a caminho de pegar um ônibus após o trabalho, foi confundido com um dos assaltantes e acabou baleado. A vítima morreu no local.
O policial foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberado após pagar fiança. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que o caso foi registrado como homicídio e está sendo investigado por meio! de inquérito policial instaurado pelo Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) de Guarulhos. A nota também ressalta que os detalhes do caso serão preservados devido ao sigilo imposto.
Além disso, o ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Mauro Caseri, informou que foi aberto um procedimento para investigar o caso e que a Corregedoria da Polícia Militar foi solicitada a fornecer informações sobre os procedimentos instaurados. A ouvidoria também solicitou ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) informações adicionais, incluindo a portaria e relatório de conclusão do inquérito policial, laudo necroscópico e respectivas representações gráficas da vítima fatal, laudos periciais do local do crime, exame balístico e exames residuográficos, bem como imagens arrecadadas de câmeras de monitoramento da região.
É importante notar que a vítima, Guilherme, era negro, e por isso, a ouvidoria encaminhou ofício para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) para que a Polícia Civil investigue eventuais implicações raciais na ocorrência. Esse caso chama a atenção para a importância de uma investigação minuciosa e imparcial, considerando todos os aspectos envolvidos, inclusive a possibilidade de discriminação racial.
O afastamento do policial do serviço operacional é um passo necessário para garantir que a investigação seja conduzida de forma justa e imparcial. Além disso, é fundamental que as autoridades tomem medidas para prevenir incidentes dessa natureza no futuro, garantindo que os policiais estejam devidamente treinados e equipados para lidar com situações de alta pressão sem recorrer à violência excessiva.
Em resumo, o caso da morte de Guilherme Dias Santos Ferreira é um triste lembrete dos riscos e desafios enfrentados pelas forças de segurança em suas operações diárias. É essencial que haja uma investigação completa e transparente, bem como a implementação de medidas para prevenir incidentes similares no futuro, protegendo tanto os cidadãos quanto os próprios policiais.
