Na manhã de quarta-feira (17), a polícia prendeu um homem em Praia Grande, no litoral paulista, que é irmão de um dos suspeitos pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Ele foi levado para a sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para averiguação e não é alvo de mandado de prisão.
No dia anterior, dois envolvidos no crime foram identificados por meio do trabalho de inteligência das polícias. Um deles tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Dois veículos foram usados durante a execução do ex-delegado, um deles foi incendiado após o crime e o outro foi abandonado. Nele, foram coletados fragmentos de DNA e impressões digitais que estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as forças de segurança e inteligência das polícias Civil e Militar continuam a investigação. Os detalhes das ações estão sendo preservados para não comprometer as investigações.
Na manhã de quarta-feira, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Dois mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a prioridade máxima é solucionar o caso e que vários suspeitos estão sendo investigados. “Temos várias linhas de investigação, várias possibilidades e nenhuma pode ser afastada. Uma pessoa já identificada tem reincidência criminal, com passagens por roubo e tráfico de drogas. Estamos trabalhando para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”, disse.
Ruy Fontes foi morto por volta das 18h de segunda-feira (15), em um bairro próximo à prefeitura e ao fórum do município de Praia Grande. Imagens de câmeras de segurança mostram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus. O carro que o perseguia chega pouco depois e dele saem três homens com fuzis, que dispararam vários tiros contra o ex-delegado.
Fontes foi delegado por mais de 40 anos e teve uma longa carreira na polícia, tendo passado pela Divisão de Homicídios do DHPP, além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Ele também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo.
Depois de se aposentar, Fontes assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023 e permaneceu na gestão iniciada em 2025 com o prefeito Alberto Mourão. O governador Tarcísio de Freitas ressaltou que o ex-delegado-geral não pediu proteção do Estado, nem formal nem informalmente, e que se tivesse pedido, a proteção teria sido fornecida.
A polícia continua a investigar o caso e busca identificar todos os envolvidos. O governador Tarcísio de Freitas garantiu que os responsáveis serão punidos com todo o rigor da lei. A comunidade de Praia Grande e a polícia seguem em estado de alerta, aguardando o desenrolar das investigações.
