Dos 12 agrupamentos da elite do carnaval carioca, quatro esquipes serão apresentadas no domingo, 2, no Sambadromo, na Marquês da Sapucaí, em outro formato. Neste ano, a apresentação será prolongada em três dias, domingo, segunda-feira e terça-feira, em vez das duas noites que eram tradicionais.
A Unidos de Padre Miguel, da zona oeste, fará o desfile de abertura, após 53 anos de ausência, desde sua primeira participação no Grupo 1, em 1972. A escola pretende homenagear Iyá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Barroquinha, na Bahia.
Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense, de Ramos, na zona norte, fará o desfile com o enredo “Ómi Tútu ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón”, sobre a cerimônia das águas de Oxalá, baseada em uma viagem mitológica do orixá, rei de Ifón, ao reino do amigo Xangô.
Em seguida, a Unidos do Viradouro, a atual campeã, buscará seu quarto título com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, que homenageia o líder quilombola João Batista, conhecido como Malunguinho, perseguido e morto por autoridades imperiais em 1835. E a Estação Primeira de Mangueira, com 20 títulos, buscará levantar a taça novamente após seis anos com o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”, que exalta a cultura bantu, comum a diversos povos da África subsaariana.
Os desfiles continuarão na noite de segunda-feira e se encerrarão na terça-feira com as outras oito escolas. Cada agrupamento terá 70 a 80 minutos para concluir seu desfile e será avaliado em nove quesitos. Os julgadores poderão conceder notas de 9 a 10 e a menor nota será descartada. A campeã e as outras seis mais bem colocadas serão apresentadas novamente no desfile das campeãs, na noite de sábado. A última colocada será rebaixada para o grupo de acesso.
A avaliação dos desfiles será feita por quatro julgadores em quatro cabines de julgamento ao longo da Marquês da Sapucaí, com abertura dos envelopes com as notas na tarde de quarta-feira.
